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IV Encontro de Comunicação Digital

Será realizado em João Pessoa nos dias 9 e 10 de dezembro o IV Encontro de Comunicação Digital – evento anual organizado por alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba – IFPB, de cunho científico e cultural, sem fins lucrativos, que visa a integração acadêmica, a caracterização e a promoção da atividade de Tecnologia da Informação e áreas afins, reunindo estudantes, professores, pesquisadores, profissionais e empresas da área.

Participarei como palestrante do evento, com o tema “Desenvolvimento de aplicações para redes sociais: Twitter”.

Será dada uma visão geral sobre o desenvolvimento de aplicações usando api’s de redes sociais; depois, será mostrado todo o processo de desenvolvimento de uma aplicação para o Twitter, utilizando a biblioteca open source TwitterTools – que facilita esse processo. No decorrer da palestra será mostrado o código e passo a passo da criação de uma aplicação do tipo “robô de reply”, que responde mentions recebidas automaticamente. Minha palestra está marcada para as 17:10 do dia 10/12 (sábado).

As inscrições estão sendo realizadas através do site oficial do evento: http://comunicacaodigital.info/ . A entrada é apenas 1kg de alimento – serão doados à casa da Criança com Câncer.

Url Rewriting – como tornar a estrutura de urls do seu site amigável e profissional

Há algumas semanas, um grande buzz foi gerado no Twitter depois que uma reportagem sobre fraudes na internet deu a entender que urls com a extensão .php seriam, em sua maioria, vírus. O “especialista em segurança” estava dando dicas para que as pessoas não clicassem em links suspeitos, e a forma que ele falou, com a edição que foi feita, deixou bem claro que “a maioria das páginas em php são vírus.” O acontecido se deu no Jornal Hoje, e o vídeo pode ser visto nesse link: http://www.youtube.com/watch?v=x9_qwgYrESg .

O que muitas pessoas podem não saber é que a linguagem PHP é a mais utilizada na WEB nos dias atuais. Pesquisas recentes indicam que ele é usado em 59% dos sites (contra 34% do ASP, que fica em segundo). Acontece que nem todo site que usa php precisa mostrar isso através das extensões .php. Existem técnicas para esconder a extensão dos arquivos; essas técnicas são geralmente usadas por questões de segurança e otimização para mecanismos de busca. Sites e CMSs profissionais (como o WordPress, usado aqui neste blog) não exibem suas extensões de arquivo, e a técnica mais utilizada para isso é Url Rewriting.

Para quem não conhece, a técnica de Url Rewriting funciona como uma reescrita de urls, um tipo de mascaramento que tem por objetivo tornar a url mais amigável e esconder as extensões dos arquivos, o que acaba tendo um aspecto de segurança também. Os servidores web e frameworks mais conhecidos implementam esse mecanismo, seja de maneira nativa ou através de módulos. No nosso caso, como estamos falando de PHP, estamos falando de Apache com mod_rewrite habilitado (a maioria dos servidores pagos e instalações padrão já vêm com esse módulo ativo).

Nesse post, você terá uma visão geral de como criar as regras do url rewriting em uma estrutura de site que utiliza essa técnica de maneira prática e inteligente, similar ao que é utilizado pelo WordPress.

mod_rewrite e o .htaccess

Antes de mais nada, é legal entender como funciona o esquema de url rewriting no apache. Precisamos estabelecer regras que devem ser colocadas no arquivo .htaccess, na raiz do diretório www (o arquivo .htaccess também pode vir em qualquer subdiretório, estabelecendo regras próprias para aquele diretório específico). As regras são definidas através de expressões regulares. A imagem abaixo explica como é feito o processamento após a requisição vinda do usuário:

 

a requisição

 

Vamos supor que temos o diretório www como a raiz do site meusite.com . Imagine que dentro dessa pasta www, nós temos o diretório “abc/def/ghi” (acessando via http, a url ficaria http://meusite.com/abc/def/ghi ). Mas gostaríamos que todos os arquivos dessa pasta fossem acessíveis através de um caminho diferente e mais simples: /xyz . Ou seja, ao invés de acessar pelo endereço http:/meusite.com/abc/def/ghi/arquivo.html, eu quero usar http://meusite.com/xyz/arquivo.html (onde o diretório /xyz na verdade não existe).

Nosso arquivo .htaccess ficaria assim:

RewriteEngine On

RewriteBase   /

RewriteRule  ^/xyz(.*) /abc/def/ghi$1

Para maiores detalhes sobre todas as regras possíveis, e o que cada item significa, é bom dar uma olhada na documentação do Apache sobre o mod_rewrite:  http://httpd.apache.org/docs/current/mod/mod_rewrite.html . Esse post aqui também tem umas dicas básicas muito boas: http://php.refulz.com/201105/url-rewriting-with-apache/ (ambos em inglês).

Passo 1 – .htaccess

Podemos criar várias regras no htaccess para nossos scripts, porém, existe uma maneira mais simples de trabalharmos com o url rewriting. Através de uma regra geral, podemos deixar o processamento a cargo de um script php, ao invés de encher o arquivo .htaccess de regras. Esse é o esquema utilizado pelo WordPress. Abaixo está o conteúdo de um arquivo .htaccess padrão utilizado por essa plataforma:

<IfModule mod_rewrite.c>
RewriteEngine On
RewriteBase /

RewriteCond %{REQUEST_FILENAME} !-f
RewriteCond %{REQUEST_FILENAME} !-d
RewriteRule . /index.php [L]
</IfModule>

# END WordPress

Basicamente, o que esse .htaccess especifica é que: toda requisição, tendo como diretório base o “/”, que não for um arquivo nem um diretório (que jogariam um erro 404 normalmente, pois não existem), deve ser repassada para o script /index.php, que ficará responsável por tratar essas requisições da maneira que quiser. Ou seja, no arquivo index.php deve haver um processamento para obter a requisição feita e decidir o que deve ser chamado – um típico controlador.

É bom lembrar que diretórios existentes não serão afetados, já que a regra do url rewriting só irá redirecionar para o index quando não existir um arquivo ou diretório no caminho especificado.

Passo 2 – Controlador php e estrutura de diretórios

Utilizando o .htaccess exemplificado acima, o script index.php será responsável por definir o que deve ser chamado – faremos isso com uso de includes. Fica a seu critério a organização do seu framework, porém irei fazer aqui uma sugestão, que deixa o diretório de arquivos bem organizado e torna o desenvolvimento bem mais fácil. Primeiro, vamos dar uma olhada no arquivo index.php, que é o controlador do framework:

<?php
/* no config.php você pode iniciar sessão e conectar ao BD por exemplo */
require_once("includes/config.php");

$uri = $_SERVER['REQUEST_URI'];
//default = index
$pagina = "index";

if($uri != "/")
{
      /* faz o parsing do url rewriting */

        /* retira parametros de url*/
	$t = explode('?',$uri);
	$path = explode("/",$t[0]);

	$module = strtolower($path[1]);
	/* checagem extra para a existência de um diretório com esse nome */
	if(!is_dir($module))
	{
          /*verifica se existe o módulo requisitado*/
		if(is_dir("modules/$module"))
			$pagina = $module."/index";
		else if(is_file("modules/$module.php"))
			$pagina = $module;
		else
            /* caso não exista, incluir o módulo de 'not found' */
			$pagina = "404";

	}
}

require_once("modules/$pagina.php");

Como vocês podem ver, a lógica é bem simples. É importante verificar se o arquivo existe antes de tentar incluí-lo – verificamos se existe aquele “módulo”. Uma requisição feita para “/contato“, por exemplo, resultará na checagem/inclusão do arquivo “modules/contato/index.php” OU “modules/contato.php“.

E assim, para cada página que você quiser acrescentar, pode criar um arquivo ou diretório dentro da pasta “modules” (você poderia usar diretórios para organizar melhor quando houvesse “submódulos”). Dentro desse arquivo você ainda pode criar regras (um switch já serve) para testar um segundo,  terceiro nível de requisição (por exemplo: “/contato/orcamento” ). Nesse caso, a página que será incluída continuará sendo a “contato.php“, dentro dela é que você irá checar se existe um “submódulo”, o que pode ser feito facilmente com regex ou verificando o array $path. Nossa estrutura de diretórios/arquivos estaria mais ou menos assim:

/
/includes
   /includes/config.php
/modules
   /contato.php
   /404.php
/.htaccess
/index.php

Bom, acredito que a partir daí já dá pra desenvolver a idéia né? Adicionando a engine de templates Smarty, você já deixa seu framework mais elaborado e modulado, facilitando ainda mais a criação de novas páginas / módulos. Nesse caso, use os arquivos de módulo para obter as informações necessárias, e dar o display no template.

É importante ter um módulo “404″ para chamar quando não encontrar a página que o usuário pediu, já que não haverá mais o erro 404 padrão pois estamos pegando tudo o que “não existe” e tentando mapear no nosso framework. Nesse arquivo você deve exibir alguma mensagem indicando que o conteúdo não foi encontrado.

Palestra no Ensol – desenvolvimento de apps para o Twitter em PHP

Hoje palestrei no V Ensol – a palestra foi sobre desenvolvimento de aplicativos em PHP para o Twitter, com o auxílio da biblioteca open source TwitterTools. Abaixo seguem os slides da palestra :) pra quem não pôde ir, ou pra quem foi e quer dar uma estudada a mais no tema.

 

Mídias Sociais – conceitos, poder da influência e estudo de caso do Índice TA

Como alguns de vocês já devem saber, recentemente me formei em Produção Publicitária pela Fatec PB. Para a conclusão do curso, foi necessária a produçaõ de um artigo científico, e para unir as minhas duas áreas de atuação (desenvolvimento web e mídias sociais) resolvi criar algo em cima do meu projeto TweetAuditor.

De início, o artigo falaria sobre monitoramento em mídias sociais, com foco no Twitter. Com o desenvolvimento do texto e os estudos que fui fazendo, resolvi tratar de algo mais específico: o poder da influência nas mídias sociais, e qual a melhor estratégia para medir o nível de influência de um usuário no Twitter.

Surgia então o Índice TA, uma classificação que busca indicar o poder de influência RECENTE de um usuário no Twitter, baseado em diferentes métricas, cada uma com um peso diferente. Caso ainda não conheçam, vale a pena experimentar: não precisa entrar com sua conta do Twitter, basta informar o nome do usuário e o cálculo será realizado. Tem também um widget (vide lateral direita aqui do meu site) que você pode colocar em blogs e sites. O link da ferramenta: http://tweetauditor.in/indice-ta

O artigo foi apresentado, e agora estou finalmente disponibilizando para download na íntegra. Nele vocês podem encontrar todas as referências e conceitos que eu utilizei para poder embasar o meu algoritmo que calcula o Índice TA. Além do estudo de caso em si, tem um conteúdo muito legal sobre a evolução da internet e o surgimento das mídias sociais, bem como conceitos básicos sobre essa área e como deve ser feito o planejamento para esta mídia.

Abaixo, o resumo do artigo, e logo depois o link dele no SlideShare.

Com a constante procura por formas mais interativas e eficazes de marketing, as mídias sociais surgem como ferramentas de elevado potencial e excelente retorno, desde que utilizadas com planejamento sistemático. O presente artigo tem por objetivo principal analisar o poder de influência de um usuário em mídias sociais, mais especificamente no twitter, e quais as métricas relevantes para mensuração de influência nessa plataforma. Para chegar-se a esta avaliação, serão discutidos aspectos essenciais para o desenvolvimento de qualquer campanha em mídias sociais, desde a compreensão sobre como este novo formato de comunicação surgiu e como ele se diferencia das mídias tradicionais, até o que deve ser levado em consideração para a elaboração de uma campanha eficaz em tais plataformas. Como resultado final, será demonstrado o algoritmo de um sistema de classificação eficaz do nível de influência de usuários do twitter, o ranking ta, que será utilizado na ferramenta TweetAuditor para medir a influência de um usuário.

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Memes, 30 days challenges, e o meme mais EPIC da internet: Tourist Guy

Muito se fala hoje sobre memes – esses fenômenos da internet, muitas vezes absurdos, que ganham popularidade de formas inesperadas. Um meme pode ser uma imagem, um bordão, uma montagem, e a diferença do meme pra um viral é que os memes ganham versões, são adaptados, personalizados… eles podem derivar de bobagens, de repente caem no gosto de um grupo de usuários e estes acabam por espalhar o conceito para outras redes.

Enfim, se você quer saber um pouco mais sobre o conceito de memes, tem esse post bem legal do YouPix explicando.

Muita gente se pergunta de onde e quando surgiu a terminologia “meme”. Bom, isso eu realmente não sei – inclusive, há alguns anos atrás, esse termo era usado na blogosfera para espalhar uma espécie de “lista”, que funcionava mais ou menos assim: eu fazia um post no meu blog com os 5 melhores filmes de suspense na minha opinião, e indicava 5 blogueiros para fazerem suas listas também (e cada um indicava mais 5). Isso era chamado de “meme” pela galera dos blogs. Querendo ou não, essa prática tinha um quê de viralização que se assemelha ao conceito empregado ao termo atualmente.

Hoje surge um novo “fenômeno memético” que se popularizou no Tumblr, e está se espalhando pelo Facebook: 30 days challenges, ou “desafios de 30 dias”. Funcionam da seguinte forma: existe um desafio, por exemplo, relacionado a Música. A cada dia você deve seguir o roteiro estabelecido pelas regras, que é mais ou menos assim (exemplo):

  • Dia 01: uma música que deixa você feliz
  • Dia 02: uma música que lembra um amigo
  • Dia 03: uma música que deixa você triste
  • (e assim por diante)…

São vários os desafios, relacionados aos mais diferentes tópicos. No Tumblr eu vi um muito legal que era de desenho: cada dia você tinha que desenhar uma coisa diferente – um auto retrato, seu bicho de estimação, um objeto que você gosta… Achei super bacana.

Esses “desafios” me lembram os velhos “cadernos de resposta”. Eram bastante comuns antigamente, no colégio; você pegava um caderno, criava perguntas variadas, uma por página, e saía passando pra seus amigos responderem. Todo mundo gostava de responder, e de ler as respostas dos outros, é claro. Pelo menos NO MEU TEMPO isso era comum, risos.

E por falar em “NO MEU TEMPO”… quando eu comecei a usar internet, não tinha Youtube, nem Twitter, nem sequer Google! Mas já existia meme, embora o termo ainda não fosse usado. A prova tá aí: o mais épico de todos os memes foi o Tourist Guy. É CLARO que muita gente não vai nem ter idéia do que é isso, mas quem viveu aqueles tempos áureos de internet discada deve saber do que estou falando.

A historinha é bem simples: um turista tirou fotos no WTC em novembro de 1997, e depois do atentado em 2001, fez uma montagenzinha só pra tirar onda com os amigos. A imagem que ele mandou pros brothers, e que começou tudo, foi essa aqui:

Naqueles tempos (2001) em que a internet ainda era um mundinho de pessoas ingênuas que não sabiam o que um Photoshop é capaz de fazer, essa foto causou a maior repercussão, e muita gente de fato acreditava que era verdade o hoax gerado – de que encontraram uma câmera nos destroços do desastre de 11 de setembro, e essa foto estava lá, tendo sido tirada segundos antes da tragédia.

É claro que a galera “hype” da internet logo começou a fazer brincadeira com isso, e começaram a surgir as montagens mais diversas com o carinha da foto, e ele ficou enternamente gravado na memória da internet como o “Tourist Guy“, ou “Tourist of Death“. Abaixo algumas das montagens da época:

 

Quero aprender PHP (ou outra linguagem web) sozinho, e agora? O passo a passo

elePHPant, seu lindo!

Esse post foi idealizado para aquelas pessoas que estão pretendendo aprender PHP ou até mesmo outra linguagem de programação, por conta própria, assim como eu aprendi. É possível, é viável, de graça e só depende de você.

Muitas pessoas me pedem uma indicação de curso ou livro, ou me perguntam como eu aprendi. Eu aprendi sozinha, com material da internet, praticando principalmente através de exemplos e com muita “tentativa-e-erro”. Já fazem mais ou menos 08 anos que comecei, e apesar de ter acumulado bastante experiência, sempre há algo novo para aprender. Por isso, acredito que nenhum livro pode superar o aprendizado obtido com a prática, ou mesmo reunir todo o conteúdo necessário pra que uma pessoa aprenda “TUDO” sobre uma linguagem de programação. Se fosse possível, seria inviável, e ninguém conseguiria ler o livro todo e assimilar 100% do conteúdo! Algumas coisas a gente só aprende mesmo quebrando a cabeça com os erros.

1. Isso é MESMO sua área?

Muitas pessoas são atraídas para o mundinho das ciências exatas por conta de alguma influência que não necessariamente indica uma real “aptidão” para a área. Você não precisa ser fera em matemática, física e química… mas é imprescindível ter um bom pensamento lógico, e isso a gente não aprende estudando “lógica e algoritmos”. É algo que você tem, ou não tem, e pode exercitar com a prática.

Se você não sabe fazer uma regra de três, amigo(a), infelizmente temo que essa não é a sua área. Como eu já disse, não precisa ser fera em matemática, eu mesma passo vergonha em se tratando de fórmulas e cálculos, mas a boa e velha regra de três junto a um bom pensamento lógico resolvem a maior parte dos seus problemas no dia-a-dia de programação web. A pequena parte restante você encontra na WEB, e para isso você precisa ser desenrolado, saber pesquisar – isso faz parte da próxima dica.

2. Saber pesquisar, e saber ler textos em inglês

O Google pode resolver a maioria dos seus problemas, mas é preciso saber pesquisar. E é muito importante ter em mente que a maioria dos conteúdos relacionados a programação, independente da linguagem, estarão em inglês. Geralmente, os MELHORES conteúdos, e mais recentes, vão estar em inglês, então você tem que deixar a preguiça de lado e desenrolar a leitura nessa língua. Use o Google Translator, que por mais que não seja perfeito, ainda é a melhor opção em tradutores online. E procure estudar mesmo, porque se você vai trabalhar nessa área e planeja ser um bom profissional, o inglês a nível de leitura é essencial.

Dica: Um excelente site onde você pode aprender inglês e outras línguas, de forma gratuita e com uma ótima didática, é o Livemocha.com .

Outra dica: para buscar resultados mais recentes (o que é de grande importância quando lidamos com resolução de erros) acrescente na busca o termo inurl:2011 (o ano atual, no caso…). Assim você encontra geralmente posts em blogs que foram criados no ano atual, o que lhe dá mais chances de encontrar uma resolução para o seu problema de acordo com a versão atual das ferramentas que está usando. Também procure ser bem específico na sua busca.

3. Montando um ambiente de desenvolvimento

Para testar seus scripts php, você precisa de um servidor Apache com PHP rodando, localmente ou em um servidor remoto ao qual você tenha acesso via FTP. Localmente é bem mais rápido para testar, mas você precisa instalar o servidor. Existem soluções bem facilitadas para todos os sistemas operacionais. Você também vai precisar de um editor para facilitar o processo de escrita de códigos.

4. Material de estudo

Para começar, é interessante ter um material de base. Pode ser um livro bem simples, só pra você começar, fazer um ‘Hello World’ e aprender algumas noções. Um livro dá uma orientação básica para quem está iniciando, dá um pouco mais de segurança, por isso acredito que é interessante. É complicado para mim indicar um livro, já que eu não conheço os livros, não os li, então não tenho como garantir; porém, pelas avaliações, você pode encontrar umas opções básicas em torno de 30 a 50 reais, que parecem ser o ideal para quem está começando. Fazendo uma pesquisa rápida no Submarino, achei interessante o “Fundamentos de PHP“, tem avaliações positivas de pessoas que leram, e custa módicos 30 reais.

Mas isso também é opcional. É possível encontrar conteúdo muito bom na internet. Minhas recomendações para que você possa iniciar os estudos são:

Antes de mais nada (o básico do básico)

  • Como funciona a internet – se você vai desenvolver para a WEB, precisa entender como se dá o processo de acessar um site, o que acontece, que tecnologias estão envolvidas. Esse infográfico (em inglês) explica direitinho o processo de comunicação na internet: http://www.makeuseof.com/tag/internet-works-infographic/
  • Como funciona um servidor WEB – o servidor web é responsavel por fornecer as páginas que você acessa na web. As linguagens de programação server-side (php, asp, python) são executadas no lado do servidor, e já retornam tudo “mastigadinho” para o browser, enquanto que liguagens client-side (javascript) são executadas no próprio browser. O servidor web utilizado pelo PHP é o APACHE, e nesse link tem uma explicação simples do seu funcionamento: http://www.aocubo.tecnologia.ws/?p=35

PHP

  • Manual oficial do PHP - Esse é o manual oficial disponibilizado no site php.net (esse site tem que ser a sua referência sempre.. adicione nos favoritos!). Está disponível também em português. http://www.php.net/manual/pt_BR/
  • Referência das funções – Material essencial, também do site oficial php.net. Todas as funções do PHP, com exemplos e comentários dos usuários. Basta buscar pelo nome da função, no canto superior do site -> http://php.net
  • Practical PHP Programming – Um manual/guia muito bom, bem completo mesmo, em inglês. http://www.tuxradar.com/practicalphp

Complementos

Outros links interessantes (tudo em inglês) podem ser encontrados aqui: http://www.smashingapps.com/2011/06/02/45-useful-yet-free-ebooks-for-designers-and-developers.html .

5. A prática é a melhor professora

Não adianta nada você ler todo esse material e não praticar, ou testar uma vez e pronto. Você tem que ir fundo, repetir os testes com pequenas modificações, assim você vai compreendendo melhor o funcionamento das funções e tudo o mais. Pense em coisas práticas, tenha em mente um projeto simples para ir desenvolvendo, essa é a melhor maneira de encontrar motivação para seus estudos e práticas. Depois você vai complicando mais, aos poucos. A boa e velha “agenda” é um bom aplicativo para aprender o básico de banco de dados e formulários. Ou pense em outra coisa que não seja demasiado complicada, e coloque em prática.

É importante ter os pés no chão, e começar com coisas simples. As coisas mais básicas que você precisa aprender e praticar são:

  • Diferenças do GET e POST
  • Formulários – enviar e receber as informações postadas em um formulário
  • Banco de dados – adicionar, remover, modificar
  • Upload de imagens e arquivos
  • Sessões

A partir daí já é possível criar projetinhos simples, com autenticação de usuário inclusive.

6. Estruturada X Orientada a Objetos

O PHP suporta orientação a objetos, embora não seja totalmente dependente desse conceito, como o Java.

A programação estruturada é mais fácil para quem está começando. Dependendo do material utilizado para estudo, você pode já aprender em cima do conceito de OO, mas geralmente é ensinado primeiro o básico, a sintaxe da linguagem e a utilização de forma estruturada. Depois é vista a parte de OO, e aí você pode utilizar classes para organizar melhor seu projeto.

7. Desesperar jamais

Talento é paciência sem fim. – Gustave Flaubert

Erros vão aparecer, mensagens de erro são comuns e você precisa aprender a lidar com elas. Geralmente as mensagens indicam o número da linha onde está contido o erro, erros de sintaxe são muito comuns pra quem está começando. Também podem acontecer outros tipos de erros, mais ligados à lógica da programação, e geralmente para resolver esses você vai precisar fazer uma busca no Google.

No mais, é preciso ter paciência e perseverança, praticar um pouquinho todos os dias, e como dito anteriormente, é legal ter um projeto em mente, assim você se estimula a ir aprendendo as coisas que precisa para colocar seu projeto em prática.

Boa Sorte!

Slides da palestra sobre o TweetAuditor no StartPB – 10/06/2011

Aconteceu hoje durante todo o dia o StartPB – evento sobre Start Ups paraibanas realizado no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba – IFPB.

Fui convidada para palestrar sobre o TweetAuditor; apesar de não ser uma empresa e de não gerar lucro, o projeto tem uma boa repercussão e não deixa de ser um case muito interessante de empreendedorismo. É a primeira vez que falo assim sobre o projeto, contando a história dos bastidores, e alguns segredinhos do desenvolvimento da ferramenta. A palestra foi às 09h, os presentes participaram bastante com perguntas, fiquei muito satisfeita com o resultado e a repercussão que teve, tanto “offline” quanto online.

Se você perdeu, calma! Aqui está sua chance de descobrir um pouco mais sobre o TweetAuditor. Abaixo, os slides da palestra. Se gostou, compartilhe ;-)

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Configurando um smartphone Android para acessar a internet pela TIM

Atendendo a pedidos, um passo a passo de como configurar a internet da TIM em um smartphone Android :) No meu caso, é um LG Optimus One, rodando Android 2.2 em inglês, com chip da TIM.

1. Acessar “Settings” ou “Configurações” no seu menu de aplicativos

 

2. Acessar o Item “Wireless & Networks” (primeiro item da lista)


3. Acessar o item “Mobile Networks” (último item da lista)

4. Acessar o item “Access Point Names” (quarto item da lista)

5. Clicar no botão “New APN” para adicionar a APN da TIM. Caso já exista, clica em cima para verificar se os dados estão corretos e habilitar.

6. Preencha os campos:

Name – TIM CONNECT FAST
APN: timbrasil.br
Username: tim
Password: tim

Clique em “SAVE”.

Pronto, agora que já está configurado, você deve deixar esse APN marcado como padrão (como está na imagem anterior do passo 5). Agora, para usar, você deve deixar a opção da rede via mobile network habilitada na barra de status. Eu recomendo que só habilite quando for usar mesmo, porque gasta bem mais bateria com essa opção habilitada direto!

Se você tiver créditos (0,50 por dia), vai conectar, e vai aparecer um ícone do lado desse “3G” que é o ícone de sinal. Se o ícone não aparecer, pode ser porque você está sem créditos ou porque a TIM está com problemas (às vezes acontece, e não conecta). No meu caso (da imagem abaixo), eu habilitei, mas como estava sem créditos na hora de tirar o print, não conectou e o ícone não apareceu.

DICA IMPORTANTE: Se você tentou conectar e estava sem créditos, quando for tentar de novo já depois de ter colocado créditos pode ser que não conecte. Se isso acontecer, basta reiniciar o aparelho, que deve voltar a conectar normalmente.

Os números da internet no Brasil – dados mais recentes da ComScore

Quem se interessa por mídias sociais e trabalha com isso direta ou indiretamente, precisa estar sempre atento às pesquisas mais recentes do uso de internet e redes sociais no Brasil e no mundo. Recentemente, a ComScore divulgou informações bem aprofundadas sobre o uso da internet no nosso país. Os dados são de dezembro/2010, em comparação com dezembro/2009. Vale a pena dar uma boa olhada nessas estatísticas!

Mundo Afora

No mundo inteiro, o tempo gasto em redes sociais aumentou cerca de 4%, enquanto “mensageiros instantâneos” (msn e cia) e emails tiveram uma queda de -3% e -0,6%, respectivamente.

O uso de internet em dispositivos móveis também teve um bom crescimento, e a tendência, segundo o estudo, é de que o acesso através desses dispositivos ultrapasse o acesso via desktop por volta de 2014.

O crescimento da audiência de internet no Brasil em 2010 foi alto: 20%, considerando que nos Estados Unidos, por exemplo, essa taxa não teve alterações significativas. O Brasil possui atualmente a maior população online da América Latina, com cerca de 40 milhões de usuários acima de 15 anos que acessam a internet de casa ou do trabalho. Se considerarmos as pessoas abaixo dessa idade e as que acessam a internet de lan houses e da casa de amigos, o “universo” chega a um número estimado de 77.3 milhões de pessoas, segundo a pesquisa. Outubro foi o mês mais movimentado na internet brasileira, em virtude do período eleitoral.

Brasil

Faixa Etária

No Brasil, 63% dos internautas tem de 15 a 35 anos, enquanto no resto do mundo a média de usuários na mesma faixa etária está entre 53%. Contudo, os grupos estão aparentemente se movendo, pois os números de 2010 indicam um crescimento no grupo de pessoas com 45 a 54 anos de idade acessando a internet, e uma diminuição no número de internautas de 15 a 24 anos (em relação a 2009), como pode ser verificado no gráfico abaixo.


Sexo

No que diz respeito ao sexo, os homens representam uma audiência um pouco maior em números que as mulheres, no entanto, elas costumam passar mais tempo online. Somando o total de cada sexo, o tempo gasto pelas mulheres na internet é maior; mas são as mulheres entre 35 a 54 anos que elevam essa média.

Já em relação ao tempo gasto assistindo vídeos online, os homens lideram em todas as faixas etárias.

Região

O sudeste é a região brasileira com mais pessoas conectadas, representando 68% da audiência online brasileira. Em segundo lugar, vem a região sul, com 13%, e em terceiro, a região nordeste, representando 11% dos internautas. As regiões centro-oeste e norte representam respectivamente 6% e 2% da população online brasileira.

Apesar de aparecer em terceiro lugar no número de internautas, a região nordeste é que passa mais tempo online: a média é de 26.3 horas mensais, contra 23.7 da região sudeste, e 25.9 da região sul.

Orkut X Facebook

O Orkut ainda é o site de rede social mais utilizado no Brasil (que é o seu principal mercado; 90% de sua audiência vem daqui), e mesmo tendo uma queda de -1% em audiência nas estatísticas globais, teve um crescimento de 28% no Brasil em 2010. Entretanto, é importante salientar que o Facebook cresceu incríveis 258% no Brasil em 2010 (globalmente, o Facebook cresceu 41%) (dados de dez/2010 comparados com dez/2009).

Apesar dos rumores que surgiram ontem (28/02/2011) de que o tráfego do Facebook tinha ultrapassado o Orkut no Brasil, esse boato foi desmentido tanto pelo Google quanto pela ComScore. O TecnoBlog publicou uma matéria com os dados mais recentes da ComScore (março/2011) que comprovam:

No total, a comScore contabilizou 85,9 bilhões de pageviews (páginas visitadas) gerados pelos internautas brasileiros com 15 anos ou mais durante o mês. O Orkut concentrou 21,5 bilhões de pageviews, o que representa uma queda de 21% se comparado com o mesmo período do ano anterior. O Facebook aparece bem distante, com 1,7 bilhão de pageviews. Parece pouco, mas a rede de Mark Zuckerberg teve crescimento de 371% no comparativo de março/2011 com março/2010.

Ou seja, o FaceBook continua crescendo assustadoramente no Brasil – o número já é maior do que o divulgado em dezembro de 2010. A tendência natural é a extinção do Orkut, e o estabelecimento do Facebook como líder no Brasil também.

O Twitter também está crescendo e apresenta um alcance muito grande no Brasil. Em outubro de 2010, por causa das eleições, estávamos no segundo lugar no ranking, ficando para trás apenas da Holanda. Os dados atuais revelam que estamos em terceiro lugar, com cerca de 94 milhões de usuários. Destes, 1 em cada 5 acessam o site mensalmente. (dados atuais obtidos no blog Pensando Grande)

Conclusões

É bastante óbvio que a internet está se espalhando cada vez mais no país; a internet como mídia está sendo cada vez mais explorada, e isso não deve ser encarado como um fim das mídias tradicionais. Em seu excelente livro “Blogs: cultura convergente e participativa”, Ricardo Oliveira fala sobre a convergência midiática que estamos vivenciando:

Mais do que apenas as novas possibilidades de confluência entre dispositivos, vivemos tempos nos quais novas e velhas mídias convergem através de pessoas que recebem e produzem informação de modo mais participativo

Não é uma coisa de momento: as mídias sociais vieram para ficar; as ferramentas podem mudar, pode surgir um novo Facebook ou um novo Twitter, mas a cultura das redes sociais na internet está estabelecida e já faz parte da rotina das pessoas. Cabe aos profissionais de marketing encontrar os melhores meios de explorar isso com a devida permissão do usuário, a fim de não ser um “intruso indesejado” em sua rede de amigos.

 

O que você precisa saber sobre Mídias Sociais para entendê-las e usá-las a seu favor

Esta foi uma palestra que dei na Fatec JP no dia 14/04/2011, a convite do professor Bruno Moreno. Aqui estão os slides para quem se interessar! O conteúdo está bem legal, começa falando sobre a evolução da internet e tem muitos dados de pesquisas recentes sobre internet e uso de redes sociais no Brasil. Vale a pena dar uma conferida!