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Quero aprender PHP (ou outra linguagem web) sozinho, e agora? O passo a passo

elePHPant, seu lindo!

Esse post foi idealizado para aquelas pessoas que estão pretendendo aprender PHP ou até mesmo outra linguagem de programação, por conta própria, assim como eu aprendi. É possível, é viável, de graça e só depende de você.

Muitas pessoas me pedem uma indicação de curso ou livro, ou me perguntam como eu aprendi. Eu aprendi sozinha, com material da internet, praticando principalmente através de exemplos e com muita “tentativa-e-erro”. Já fazem mais ou menos 08 anos que comecei, e apesar de ter acumulado bastante experiência, sempre há algo novo para aprender. Por isso, acredito que nenhum livro pode superar o aprendizado obtido com a prática, ou mesmo reunir todo o conteúdo necessário pra que uma pessoa aprenda “TUDO” sobre uma linguagem de programação. Se fosse possível, seria inviável, e ninguém conseguiria ler o livro todo e assimilar 100% do conteúdo! Algumas coisas a gente só aprende mesmo quebrando a cabeça com os erros.

1. Isso é MESMO sua área?

Muitas pessoas são atraídas para o mundinho das ciências exatas por conta de alguma influência que não necessariamente indica uma real “aptidão” para a área. Você não precisa ser fera em matemática, física e química… mas é imprescindível ter um bom pensamento lógico, e isso a gente não aprende estudando “lógica e algoritmos”. É algo que você tem, ou não tem, e pode exercitar com a prática.

Se você não sabe fazer uma regra de três, amigo(a), infelizmente temo que essa não é a sua área. Como eu já disse, não precisa ser fera em matemática, eu mesma passo vergonha em se tratando de fórmulas e cálculos, mas a boa e velha regra de três junto a um bom pensamento lógico resolvem a maior parte dos seus problemas no dia-a-dia de programação web. A pequena parte restante você encontra na WEB, e para isso você precisa ser desenrolado, saber pesquisar – isso faz parte da próxima dica.

2. Saber pesquisar, e saber ler textos em inglês

O Google pode resolver a maioria dos seus problemas, mas é preciso saber pesquisar. E é muito importante ter em mente que a maioria dos conteúdos relacionados a programação, independente da linguagem, estarão em inglês. Geralmente, os MELHORES conteúdos, e mais recentes, vão estar em inglês, então você tem que deixar a preguiça de lado e desenrolar a leitura nessa língua. Use o Google Translator, que por mais que não seja perfeito, ainda é a melhor opção em tradutores online. E procure estudar mesmo, porque se você vai trabalhar nessa área e planeja ser um bom profissional, o inglês a nível de leitura é essencial.

Dica: Um excelente site onde você pode aprender inglês e outras línguas, de forma gratuita e com uma ótima didática, é o Livemocha.com .

Outra dica: para buscar resultados mais recentes (o que é de grande importância quando lidamos com resolução de erros) acrescente na busca o termo inurl:2011 (o ano atual, no caso…). Assim você encontra geralmente posts em blogs que foram criados no ano atual, o que lhe dá mais chances de encontrar uma resolução para o seu problema de acordo com a versão atual das ferramentas que está usando. Também procure ser bem específico na sua busca.

3. Montando um ambiente de desenvolvimento

Para testar seus scripts php, você precisa de um servidor Apache com PHP rodando, localmente ou em um servidor remoto ao qual você tenha acesso via FTP. Localmente é bem mais rápido para testar, mas você precisa instalar o servidor. Existem soluções bem facilitadas para todos os sistemas operacionais. Você também vai precisar de um editor para facilitar o processo de escrita de códigos.

4. Material de estudo

Para começar, é interessante ter um material de base. Pode ser um livro bem simples, só pra você começar, fazer um ‘Hello World’ e aprender algumas noções. Um livro dá uma orientação básica para quem está iniciando, dá um pouco mais de segurança, por isso acredito que é interessante. É complicado para mim indicar um livro, já que eu não conheço os livros, não os li, então não tenho como garantir; porém, pelas avaliações, você pode encontrar umas opções básicas em torno de 30 a 50 reais, que parecem ser o ideal para quem está começando. Fazendo uma pesquisa rápida no Submarino, achei interessante o “Fundamentos de PHP“, tem avaliações positivas de pessoas que leram, e custa módicos 30 reais.

Mas isso também é opcional. É possível encontrar conteúdo muito bom na internet. Minhas recomendações para que você possa iniciar os estudos são:

Antes de mais nada (o básico do básico)

  • Como funciona a internet – se você vai desenvolver para a WEB, precisa entender como se dá o processo de acessar um site, o que acontece, que tecnologias estão envolvidas. Esse infográfico (em inglês) explica direitinho o processo de comunicação na internet: http://www.makeuseof.com/tag/internet-works-infographic/
  • Como funciona um servidor WEB – o servidor web é responsavel por fornecer as páginas que você acessa na web. As linguagens de programação server-side (php, asp, python) são executadas no lado do servidor, e já retornam tudo “mastigadinho” para o browser, enquanto que liguagens client-side (javascript) são executadas no próprio browser. O servidor web utilizado pelo PHP é o APACHE, e nesse link tem uma explicação simples do seu funcionamento: http://www.aocubo.tecnologia.ws/?p=35

PHP

  • Manual oficial do PHP - Esse é o manual oficial disponibilizado no site php.net (esse site tem que ser a sua referência sempre.. adicione nos favoritos!). Está disponível também em português. http://www.php.net/manual/pt_BR/
  • Referência das funções – Material essencial, também do site oficial php.net. Todas as funções do PHP, com exemplos e comentários dos usuários. Basta buscar pelo nome da função, no canto superior do site -> http://php.net
  • Practical PHP Programming – Um manual/guia muito bom, bem completo mesmo, em inglês. http://www.tuxradar.com/practicalphp

Complementos

Outros links interessantes (tudo em inglês) podem ser encontrados aqui: http://www.smashingapps.com/2011/06/02/45-useful-yet-free-ebooks-for-designers-and-developers.html .

5. A prática é a melhor professora

Não adianta nada você ler todo esse material e não praticar, ou testar uma vez e pronto. Você tem que ir fundo, repetir os testes com pequenas modificações, assim você vai compreendendo melhor o funcionamento das funções e tudo o mais. Pense em coisas práticas, tenha em mente um projeto simples para ir desenvolvendo, essa é a melhor maneira de encontrar motivação para seus estudos e práticas. Depois você vai complicando mais, aos poucos. A boa e velha “agenda” é um bom aplicativo para aprender o básico de banco de dados e formulários. Ou pense em outra coisa que não seja demasiado complicada, e coloque em prática.

É importante ter os pés no chão, e começar com coisas simples. As coisas mais básicas que você precisa aprender e praticar são:

  • Diferenças do GET e POST
  • Formulários – enviar e receber as informações postadas em um formulário
  • Banco de dados – adicionar, remover, modificar
  • Upload de imagens e arquivos
  • Sessões

A partir daí já é possível criar projetinhos simples, com autenticação de usuário inclusive.

6. Estruturada X Orientada a Objetos

O PHP suporta orientação a objetos, embora não seja totalmente dependente desse conceito, como o Java.

A programação estruturada é mais fácil para quem está começando. Dependendo do material utilizado para estudo, você pode já aprender em cima do conceito de OO, mas geralmente é ensinado primeiro o básico, a sintaxe da linguagem e a utilização de forma estruturada. Depois é vista a parte de OO, e aí você pode utilizar classes para organizar melhor seu projeto.

7. Desesperar jamais

Talento é paciência sem fim. – Gustave Flaubert

Erros vão aparecer, mensagens de erro são comuns e você precisa aprender a lidar com elas. Geralmente as mensagens indicam o número da linha onde está contido o erro, erros de sintaxe são muito comuns pra quem está começando. Também podem acontecer outros tipos de erros, mais ligados à lógica da programação, e geralmente para resolver esses você vai precisar fazer uma busca no Google.

No mais, é preciso ter paciência e perseverança, praticar um pouquinho todos os dias, e como dito anteriormente, é legal ter um projeto em mente, assim você se estimula a ir aprendendo as coisas que precisa para colocar seu projeto em prática.

Boa Sorte!

Meu TOP apps para Android

meu homescreen ;)

Há cerca de um mês estou com meu primeiro smartphone, um LG Optimus One que roda Android 2.2. Já instalei e desinstalei trocentas apps, e contei com a ajuda de @hugoreinaldo (maridão) que já tinha um Galaxy S há quase um ano e me passou um monte de apps legais.

Este post vai especialmente pra @elodiva, recém chegada na turma do Android, a quem eu prometi uma listinha com minhas aplicações preferidas. Os screenshots foram todos tirados por mim exceto o do Justin.tv, que não ficou legal e eu peguei o do site.

São 16 apps que considerei as mais legais já testadas (gratuitas).

Para ver a lista completa, clique no link “Mais…” logo abaixo, ok? (tive que fazer isso porque o post ficou enoorme…)

Read More…

Dica: Download Manager para sites como Megaupload, Fileserve etc

Quem gosta de baixar arquivos grandes como filmes em alta resolução ou jogos, já deve ter se deparado com esse problema: múltiplos arquivos para download em sites como megaupload, fileserve e outros que pedem a digitação de “captchas” (aquelas letrinhas) e onde você precisa aguardar x segundos para poder baixar. Quando são muitas partes, isso vira uma tremenda chatice, porque muitas vezes esquecemos de voltar naquela aba onde o download está esperando, perdemos o tempo limite e temos que começar o processo todo novamente. Além disso, aqueles links ao contrário ou encodados são uma grande dor de cabeça, e fazem a gente perder um tempo danado.

Esses dias estava procurando algo pra facilitar minha vida quando resolvi baixar uns filmes em alta resolução, e encontrei esse programa suuuper útil, que funciona em Windows, Linux e Mac também: Free Rapid Downloader. Como o próprio nome já diz, é gratuito.

Depois de rodar o programa, quando você clica com o botão direito sobre o link do megaupload – mesmo que o link esteja ao contrário ou com aquelas maracutaias que os sites usam pra obrigar você a assinar coisas – ele já pega o link certinho e vai adicionando na lista. Você pode adicionar todas as partes de uma vez, e ele faz tudo sozinho.

Para alguns sites (isso aconteceu com arquivos do fileserve) ele exibe o captcha para você digitar, mas os do megaupload ele pega sozinho. Então, mesmo que você vá baixar só um arquivo, vale a pena usá-lo! Ele baixa um por um na ordem que você definir. Se forem em servidores diferentes ele já baixa ao mesmo tempo.

Enfim, gostei muito da ferramenta, e por isso estou recomendado! Site oficial: http://wordrider.net/freerapid/

Empreendedorismo Web – criando projetos de sucesso parte 2 – dicas

Continuando o post sobre Empreendedorismo Web, e agora voltando ao ponto X da questão: como ganhar dinheiro com publicidade na internet? A resposta é simples, o que não significa que seja fácil de fazer. Para ganhar dinheiro com publicidade em sites, é preciso ter MUITAS visitas – e ter muitas visitas é o objetivo de qualquer site.

Os iniciantes se deparam com muitas dificuldades: inexperiência, falta de foco ao produzir conteúdo e definir o que será o site, falta de divulgação e a enorme concorrência existente principalmente no ramo de blogs.

Para os desenvolvedores, a minha dica é que não perca tempo, pois se você tem uma idéia legal mas demorar muito para produzi-la, fatalmente alguém criará algo parecido antes de você. Vale a pena fazer um esforço, ficar até mais tarde, aproveitar o sábado… o importante é fazer acontecer, mas não antes de planejar direitinho para evitar complicações depois. Procure desenvolver seu projeto de maneira otimizada para garantir que o site “aguente o rojão” caso faça sucesso e muitas pessoas acessem ao mesmo tempo. Eu, por exemplo, nos primeiros projetos, tive diversos problemas com banco de dados, pois não imaginava o crescimento que as tabelas alcançariam e não tinha experiência no assunto.

Para os blogueiros, a principal dica que dou é: capriche. Não pense em retorno financeiro, pois ele poderá vir com o tempo caso você produza algo realmente bom. Você não precisa gastar nada se não quiser, mas registrar um domínio dá um aspecto mais profissional ao blog, e aqui mesmo no meu site você encontra um artigo bem legal mostrando como criar o seu blog profissional passo a passo. Outras dicas:

  • Mantenha o foco do seu site e defina suas palavras-chave principais
  • O seu objetivo sempre será alcançar os primeiros resultados da busca no Google, para as palavras-chave que você definir
  • Analise os concorrentes sempre
  • Pense antes de definir os títulos das páginas (dica: consulte o Google Trends)
  • Produza bastante conteúdo (1 post por dia está ótimo, mas dá bastante trabalho; procure atualizar pelo menos 2x por semana)
  • Utilize as redes sociais (Twitter e Facebook principalmente – adicione widgets no seu blog) para divulgar seus posts, mas também interaja e compartilhe outros links interessantes
  • Acompanhe as estatísticas para saber os termos que geram mais visitas ao seu blog, e para analisar sua audiência no Twitter (utilize Google AnalyticsTweetAuditor)
  • Tenha paciência e seja perseverante!

Vale dar uma olhada também nesse post: otimização de sites para Google AdSense – a posição dos anúncios também é importante para ter um bom retorno.

Espero que essas informações possam ajudar quem está querendo criar um projeto legal na internet, porque criar um blog ou site é muito fácil, mas fazê-lo ter sucesso são outros quinhentos. Não é fácil, mas é totalmente possível!

Empreendedorismo Web – criando projetos de sucesso parte 1

Empreender significa executar, realizar. E nesses tempos de convergência digital e novas tecnologias, o empreendedorismo saiu do espaço “físico” convencional e veio também para a internet, ganhando força com projetos dos mais variados tipos. É o novo segmento do empreendedorismo, que apesar de ter algumas características diferenciadas ocasionadas pela virtualidade da coisa, ainda assim exige do empreendedor características especiais como: criatividade, perseverança, proatividade, trabalho duro e um pouco de paciência.

Como vantagens que o meio virtual traz ao empreendedorismo, podemos citar:

  • A não necessidade de se ter um espaço físico para o negócio
  • A não necessidade de SER um negócio (venda de produtos e serviços) e ainda assim ganhar dinheiro
  • A não necessidade de se objetivar o lucro financeiro – o seu empreendimento web pode se transformar num trampolim para a sua carreira, o que, em muitos casos, é melhor do que dinheiro.

O seu projeto pode ter um dos seguintes objetivos (ou mais de um, com um foco principal): retorno financeiro direto (vendas), retorno financeiro indireto (através de publicidade), trocas em produtos (você recebe produtos das empresas para avaliar e fazer postagens sobre), ou marketing pessoal / visibilidade.

Blogs (como esse aqui) são uma excelente ferramenta de marketing pessoal, desde que tenham conteúdo de boa qualidade(produzido por você, não vale copiar e colar né) relacionado à sua área de atuação. Esse tipo de projeto visa um público alvo seleto, e a princípio não se pode visar retorno financeiro, pois o objetivo é mostrar o seu trabalho e contribuir para ter seu nome lembrado pelas pessoas, profissionais e empresas da sua área.

Não vou entrar aqui em detalhes sobre e-commerce, afinal não diferem muito de um comércio não-virtual. O objetivo é vender, por isso precisa-se buscar o púbico alvo certo e focar em ações de marketing.

Projetos que visam retorno financeiro através de publicidade – aí entramos onde quero chegar – são os mais visados por quem quer criar um blog, no entanto para que haja retorno real, é preciso uma quantidade significativa de visitas diárias. E no caso de blogs, por causa da enorme concorrência, você realmente precisa ralar e trabalhar duro para alcançar um bom número de visitantes. Não basta ter um bom conteúdo, você precisa ir atrás da sua audiência, interagir com o público, estar presente nas redes sociais, além de postar com boa frequência para que as pessoas não “esqueçam” de você e do seu blog.

Mas nem só de blogs vive a internet. Se você tem uma idéia inovadora, pode transformá-la em um projeto de muito sucesso, alcançando um retorno financeiro mais rapidamente – entretanto, para isso é necessário um investimento; um projeto inovador – de preferência com conteúdo gerado pelos próprios usuários – não sai de graça. E ainda existe o risco de não dar certo.

É por isso que nós, desenvolvedores web, levamos vantagem nesse aspecto – podemos desenvolver nossos próprios projetos, com pouco ou nenhum custo. A maioria dos projetos de sucesso da internet foram iniciadas por um desenvolvedor com uma idéia legal na cabeça, e que resolveu investir seu tempo naquilo – muitas vezes juntando forças com outros profissionais.

Mas é claro que a internet também está cheia de projetos que não deram certo. Eu mesma já desativei vários sites que não deram retorno de nenhum tipo. Por isso, mesmo para um desenvolvedor com a faca e o queijo na mão, é preciso planejamento, é preciso definir estratégias, pensar numa forma de divulgação – então entramos no aspecto empreendedor da coisa, e podemos perceber o quanto é importante ter um espírito empreendedor mesmo em projetos virtuais.

Como meus projetos de maior sucesso em retorno financeiro, posso citar o fotomontagens.net e o semfrescura.net, ambos com um público-alvo de massa – classes C e D, pessoas sem muita experiência na internet, usuários que acessam a internet com o objetivo de entretenimento.

Já o TweetAuditor, que hoje tem pouco mais de 1 semana no ar, ainda não chega a 1%  da quantidade de visitas do fotomontagens.net. Porém, é o meu projeto de maior retorno em termos de visibilidade e reconhecimento do meu trabalho, pois o público alvo é mais seleto, com mais pessoas do meu próprio meio. E apesar de ainda não ter uma grande quantidade de visitas, já tem mais visitas que o fotomontagens quando foi lançado, o que me dá uma boa previsão para o futuro. Mesmo assim, o público do TweetAuditor não é aquele que clica em anúncios com facilidade, por isso mesmo o retorno em publicidade pode não ser viável; desde o início eu sabia disso, e em nenhum momento tive a intenção de colocar anúncios.

No próximo post vocês vão conferir várias dicas, tanto para desenvolvedores quanto para blogueiros iniciantes, para iniciarem seus projetos e terem sucesso na empreitada.

Manual do programador inexperiente

Hoje é o Dia do Programador. A data é comemorada no 256º dia do ano, já que “256″ é o número emblemático que simboliza a quantidade de valores distintos que podem ser representados com um byte de oito bits.

A cada ano dezenas, centenas de recém formados programadores entram no mercado, com pouca ou quase nenhuma experiência, para concorrerem com profissionais mais experientes, nem sempre formados.

É verdade que no quesito programação, a experiência vale mais que o diploma. Por melhor que um curso seja, não haverá tempo de ensinar tudo, e esse é o tipo de coisa que se aprende na prática. Após muitas tentativas, erros e acertos, um programador adquire a experiência necessária para poder dizer com segurança que pode resolver uma demanda, ou que isso não será possível na linguagem que ele domina, e terão de partir para uma alternativa. A experiência produz códigos mais limpos e organizados, com soluções otimizadas.

Mas enfim: você é inexperiente; acabou de sair da faculdade, ou simplesmente quer aprender a programar por conta própria. O que você deve saber, e por onde começar?

Se você já escolheu a linguagem que quer trabalhar, pode pular direto para o item 2.

1. Escolher uma linguagem.

Nas faculdades, somos obrigados a cursar cadeiras de lógica e algoritmos, e depois temos de aprender uma linguagem que é definida por eles como a básica. Mas quem vai definir a linguagem que será a sua especialidade, é você.

Para tanto, você precisará levar em consideração vários fatores: facilidade de aprendizado; facilidade de montar o ambiente de desenvolvimento; oportunidades no mercado de trabalho; possibilidades que a linguagem oferece; material disponível na internet gratuitamente.

Não existe melhor ou pior linguagem, porque tudo depende do uso que se deseja fazer, da finalidade, do tempo que você espera dedicar, e do retorno que você espera financeiramente.

Depois de estudar bem as possibilidades e decidir,  você pode partir para o próximo passo. As minhas humildes sugestões onde vejo um bom futuro são: Python, Ruby on Rails e o bom e velho PHP. Vendo pelo conjunto, eu continuo achando PHP a linguagem mais fácil tanto para montagem do ambiente, em questão de preços de servidor de hospedagem e facilidade de aprendizagem. Em compensação, o Python é a tendência pro futuro, e o mercado ainda não tem tantos programadores Python. O perigo é você não encontrar facilmente um emprego pra começar, pois a demanda é sempre maior pra PHP.

Obs: se você não tem experiência nenhuma com qualquer tipo de linguagem de programação, não tem idéia do que seja um IF ou WHILE, pode ser útil estudar algoritmos antes de começar pra valer. Mas não é obrigatório; algumas pessoas tem mais facilidade com a lógica da programação, e entendem o processo ao ver os exemplos da linguagem.

2. Montagem do ambiente de desenvolvimento no seu pc

Seja qual for a linguagem que você deseja trabalhar, precisará de um ambiente de desenvolvimento no seu computador, para começar a testar os códigos. Programação só se aprende na prática. Procure tutoriais de instalação dos programas necessários na internet e prepare a sua máquina.

No caso do PHP, você pode baixar o Wamp (para Windows), que já vem com PHP + Apache + MySQL + PhpMyAdmin. Se você usar Linux (Ubuntu), veja nesse artigo como preparar um bom ambiente de desenvolvimento para PHP .

3. Procure documentação

É sempre bom ter o site oficial de linguagem, com a referência completa de suas funções, aberto. Nenhum programador decora todas as funções da linguagem, a consulta é sempre necessária, nem que seja para relembrar os argumentos que devem ser passados para uma função.

Para começar, é importante também um manual ou tutorial, que irá guiá-lo pelos primeiros passos. Exemplos práticos são sempre a melhor maneira de assimilar, mas não adianta só olhar; é preciso copiar e repetir na sua máquina, ver o funcionamento, modificar, personalizar. Assim você fixa o que está estudando.

Depois de se acostumar bem com a sintaxe da linguagem, é hora de partir para o próximo passo.

4. Pratique criando coisas novas

Mais uma vez eu repito: programação se aprende na prática. Você precisa praticar bastante, criando coisas diferentes, personalizando o código, de preferência para criar algo útil. Criar um sistema / programinha / site com utilidade é ver o resultado do seu estudo, diferente de quando estamos só testando pequenos trechos de código.

5. Estágio – programação na vida real

Nada melhor que um estágio na área para ir ganhando experiência em casos reais. Programar para si mesmo é mais fácil, claro! Quando temos de resolver uma demanda, com prazo determinado, as coisas são diferentes. Isso é programação na vida real, coisa que a gente só aprende no estágio ou emprego.

Agora, o TopFive do bom programador:

  1. Seja organizado no seu código: utilize identação para aninhar blocos, tente usar um padrão para as variáveis. Limpe seu código sempre que possível, porque em programação (assim como em várias outras áreas), menos é mais.
  2. Deixe comentários quando necessário. Não precisa comentar linha por linha.
  3. Leia códigos de outras pessoas, linha por linha para compreender como foi feito. É muito bom compreender o raciocínio de outros programadores mais experientes, porque cada pessoa pensa de um jeito diferente para resolver um problema. Às vezes a solução é incrivelmente simples, mas a gente complica, muitas vezes por falta de experiência mesmo.
  4. Pratique sempre, de preferência todos os dias. A melhor maneira de fazer isso é criando um projeto real para manter e ir melhorando pouco a pouco, com novas implementações. Além de estar aprendendo, você irá gerar um resultado que poderá trazer retorno financeiro e/ou profissional.
  5. Compartilhe o conhecimento! Ajude quem está começando, afinal você já passou por isso um dia e sabe como é difícil.

Espero que essas dicas ajudem alguém. Abraços!

Publicidade online e otimização de sites para Google AdSense

Nesses slides você poderá conferir uma visão geral da evolução da web e da publicidade online, além de uma série de dicas super importantes para otimização de sites que utilizam o Google AdSense para veicular anúncios em seu conteúdo. Uma correta otimização poderá fazer você lucrar melhor, atraindo anunciantes relevantes e mais relacionados ao seu público.

Turbine o seu WordPress – 10 dicas e plugins essenciais

O WordPress é, sem dúvida, um dos melhores CMSs existentes na atualidade. Muitas pessoas ainda o vêem apenas como um sistema especificamente de blog, mas isso é subestimar o potencial do WordPress. Com ele, podemos criar sites profissionais que não se parecem em nada com um blog tradicional: sites corporativos, portfolios, lojas virtuais, fotoblogs  -  são apenas alguns exemplos do que se pode fazer com ele.

Porém, para que tenhamos um belo site funcional com o WordPress, precisamos explorar as suas opções, personalizando-o através de plugins e configurações especiais. Neste post, fiz uma seleção com dicas e plugins que irão turbinar a sua instalação do WordPress, contribuindo em vários aspectos diferentes para o seu site, desde rankeamento e indexação até aparência e navegabilidade. Vamos às dicas!

1. Escolha o seu Template e personalize-o

Existem milhares de templates prontos para o WordPress que você pode usar gratuitamente no seu site. É importante escolher algum que possua boas opções de personalização, para que você possa dar a sua cara ao visual do site. A personalização da barra lateral (sidebar) usando widgets é essencial, e o template que você escolher deve possuir essa funcionalidade. Para dar uma força, aqui vão alguns links com temas excelentes e gratuitos (até eu fiquei com vontade de trocar o meu!):

Caso queira criar o seu próprio template ou modificar um existente, tudo que você precisa saber sobre o WordPress e como criar templates está aqui: http://codex.wordpress.com . Você pode, por exemplo, excluir certas categorias da listagem geral do blog, como eu faço aqui com as minhas crônicas. Você irá perceber que elas estão separadas da listagem geral, porque eu não quis misturar muito os assuntos. Existe um plugin para fazer isso, mas também pode ser feito manualmente direto no template.

Você também pode exibir apenas os posts de determinada(s) categoria(s), exibir múltiplas listagem de posts na mesma página, dentre outras coisas. A flexibilidade oferecida pelo WordPress é imensa.

2. Configure os Links Permanentes

Uma das primeiras coisas que faço logo após instalar o WordPress é mexer na configuração dos Links Permamentes. É muito importante fazer essa alteração, pois por padrão os links são não amigáveis (dominio.com/?p=123), uma prática que não é recomendada para quem deseja ter uma boa indexação em mecanismos de busca. As URLS amigáveis – user friendly – são permanentes e informativas, pois possuem dados como a data da postagem e o título da mesma. Assim, quando o usuário identifica o link, já tem uma idéia do que trata aquela página. Além disso, a url de uma determinada página tem uma grande influência na indexação pelos mecanismos de busca.

Acesse a opção “Links Permanentes” ou “Permalinks” na seção  ”Configurações ” (Settings) do seu painel de administração WordPress e mude para uma das estruturas amigáveis sugeridas ( Dia e Nome, Mês e nome ), ou crie a sua estrutura personalizada. No meu caso, preferi criar a estrutura meublog.com.br/categoria/nome-do-post . Se existe a possibilidade de você criar dois posts na mesma categoria com nomes idênticos, ou se o seu blog trata de coisas “temporais” – notícias, por exemplo – então a estrutura mais indicada é a formatada com a data e o nome do post.

3. Otimize seu site para os mecanismos de busca

Quem tem um site (principalmente um Blog), obviamente quer ter visitas, quer atrair audiência. Ter um site otimizado para os mecanismos de busca é essencial para isso. Visando este objetivo, ajustar a configuração dos Links Permanentes é apenas o primeiro passo nessa direção; há vários outros detalhes com os quais devemos nos preocupar. Para tornar essa otimização mais fácil, sem precisarmos mexer muito nos templates que usamos, existem vários plugins de SEO disponíveis para WordPress. Na minha opinião, o melhor deles é o Greg’s High Performance SEO, por ter uma série de opções personalizáveis, e ser leve, não pesando no carregamento do site. Ele adiciona campos extras na tela de edição do post, proporcionando a adição de meta tags, títulos secundários e descrição (meta description). Nas configurações do plugin você encontra instruções detalhadas sobre como usá-lo e dicas.

Além desse plugin específico para SEO, outro plugin muito interessante é o Google Xml Sitemaps, que cria automaticamente sitemaps do seu blog, o que favorece a indexação do mesmo pelos mecanismos de busca.

4. Livre de Spam

O Spam invandiu o mundo dos blogs, usando os formulários de comentários para disseminarem links duvidosos em ações de SEO questionáveis. Por essa razão, a moderação de comentários nunca foi tão importante. Mas para evitar a dor de cabeça de uma lista de moderação repleta de spams,  o ideal é utilizar um plugin – o Akismet. Ele já vem instalado no WordPress por padrão, bastando ativá-lo. Para ativá-lo, você precisa de uma chave da api do WordPress, conseguida no wordpress.com . Basta ter um cadastro lá, para ter uma API válida, que servirá tanto para o Akismet quanto para outros plugins “oficiais” do WordPress – WP Stats, por exemplo.

5. Conheça seu Público

Estatísticas de acesso são essenciais para qualquer site. Para isso, existem vários sistemas de qualidade atualmente; dentre eles, o Google Analytics merece destaque. Porém, para um blog WordPress, existe a opção do WordPress.com Stats, um plugin do próprio WordPress, que exibe as estatísticas de acesso de uma maneira prática e muito atrativa, fácil, sem complicações. Basta instalar o plugin WP Stats e configurá-lo com uma chave api válida obtida no WordPress.com .  Você poderá acessar as estatísticas direto do painel do WP, o que facilita bastante o acompanhamento das visitas. Além dos números, você terá visualizará os links mais acessados do seu blog, os links externos que trouxeram visitantes, bem como links que foram clicados no seu blog. Os termos de busca que levaram os usuários até o seu blog também são catalogados.

6. Incentive a navegação

Muitas vezes acessamos um blog por causa de um post específico, e acabamos nos interessando por outro post que encontramos por lá. É importante oferecermos o conteúdo relacionado ao que o usuário está procurando, de forma a enriquecer a sua navegação. Para isso, existem diversos plugins de “Related Posts”, que exibem uma lista de posts relacionados no final de cada artigo. O mais elaborado que conheço é o Yet Another Related Posts Plugin , que utiliza vários critérios diferentes para relacionar os posts em comum, acertando em cheio na tarefa de trazer ao usuário mais opções de conteúdo relacionado ao que ele está procurando. Além do mecanismo bem desenvolvido, o plugin oferece uma série de opções de personalização da exibição desta lista de posts relacionados. Mais um plugin que não pode faltar no seu WordPress!

Se você quer colocar alguns artigos em destaque, minha dica é utilizar o Featured Content Gallery . Porém, vale salientar que a utilização não é das mais simples, pois você precisa adicionar campos personalizados em cada post ou página que deseja colocar em destaque, com o caminho para a imagem que será exibida no slideshow. O resultado vale a pena, fica bem atrativo.

7. Mostre sua presença nas redes sociais

Mostrar que você está presente nas redes sociais, fornecendo links para que os usuários possam procurar uma socialização com você ou sua empresa, é sempre relevante. Exibir seus últimos tweets é uma prática comum nos blogs e até mesmo em sites corporativos atualmente. Para isto, existem vários plugins, porém eu recomendo o widget oficial do Twitter, que permite uma boa personalização e é bem mais leve que os plugins para WordPress. Você pode obter o seu aqui: http://twitter.com/about/resources/widgets/widget_profile . Aí basta copiar o código e colar num widget de texto do seu blog, sem a necessidade de instalar um plugin.

Plugins para exibir as fotos recentes do FlickR também são comuns. Um bom exemplo é o Flickr Thumbnails Photostream.

8. Permita o contato

Ter um formulário de contato é algo básico. Existem muitos plugins para tanto, a minha recomendação vai pra o Fast and Secure Contact Form , que utiliza uma boa proteção contra spam usando Akismet e sistema de captcha. Bem melhor do que fornecer diretamente o seu endereço de e-mail e sofrer com SPAM depois.

9. Garanta Acessibilidade

Hoje em dia quase todo mundo possui um dispositivo portátil com acesso à internet – ipods, iphones, pdas, celulares. Proporcionar uma navegação legal para quem acessar o seu site através de um dispositivo como esses é garantir a satisfação do seu visitante, bem como sua fidelidade. Afinal, acessibilidade é a chave da internet 2.0 . E não subestime esse fato, achando que ninguém irá acessar o seu site de um dispositivo portátil.

Mas e agora? Vou ter de fazer um site diferente pra quem acessar pelo Iphone? Não precisa. Basta instalar um plugin. o WPTouch IPhone Theme resolve tudo pra você, detectando quando o usuário está acessando de um dispositivo móvel e exibindo o template especial para ele.

Caso você queira acessar o painel de controle do WordPress através de um dispositivo móvel, também não pode deixar de experimentar oWPhone, um outro plugin criado especificamente para isso. A navegação é fácil e rápida, funciona mesmo. Estou usando e não tenho do que reclamar.

Visualização deste site pelo Ipod Touch, usando o plugin WPTouch c/ configurações padrão

Caso você queira acessar o painel de controle do WordPress através de um dispositivo móvel, também não pode deixar de experimentar o WPhone, um outro plugin criado especificamente para isso. A navegação é fácil e rápida, funciona mesmo. Estou usando e não tenho do que reclamar. Ele oferece mais opções do que a versão mobile do WordPress.

WP Admin com plugin WPhone, visualizado por Ipod Touch

10. Socialize!

Na web 2.0 , a socialização é fator crucial para a popularidade do seu blog e disseminação do seu conteúdo.  Esperar até que os mecanismos de busca indexem seu novo artigo pode levar tempo, e tempo hoje em dia é algo precioso; por isso, marcar presença nas redes sociais é essencial.  Através dela, você poderá divulgar sua informação de maneira instantânea, e dependendo da relevância e popularidade do seu conteúdo, ele pode ser disseminado pelos próprios usuários da sua rede.

Para tornar essa tarefa mais fácil, existem vários plugins interessantes que promovem o compartilhamento do conteúdo. Mas com certeza os que utilizam o Twitter são os mais indispensáveis! Na minha opinião, o Topsy Retweet Button é um excelente plugin para promover o compartilhamento de posts via Twitter. Ele cria um botão de retweet em cada post, exibindo a contagem de retweets já feitos daquele artigo. Além disso, você pode configurá-lo para exibir os retweets como comentários no post. O Twitter também oferece um botão oficial, que estou usando atualmente para testar. A vantagem do botão oficial é que você pode adicionar um profile como sugestão para a pessoa seguir, depois de fazer o retweet.

Outro excelente plugin de compartilhamento é o Add to Any , que lista uma série de redes sociais diferentes onde você pode compartilhar o seu conteúdo. Contudo, O SexyBookmarks é uma opção bem  mais elegante e  atrativa do que o Add to Any, o único problema é que ele pode deixar o site um pouco lento às vezes(da última vez que usei, notei isso, depois que desabilitei o site ficou abrindo bem mais rápido. Mas pode ser que eles já tenham resolvido o problema).