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Os números da internet no Brasil – dados mais recentes da ComScore

Quem se interessa por mídias sociais e trabalha com isso direta ou indiretamente, precisa estar sempre atento às pesquisas mais recentes do uso de internet e redes sociais no Brasil e no mundo. Recentemente, a ComScore divulgou informações bem aprofundadas sobre o uso da internet no nosso país. Os dados são de dezembro/2010, em comparação com dezembro/2009. Vale a pena dar uma boa olhada nessas estatísticas!

Mundo Afora

No mundo inteiro, o tempo gasto em redes sociais aumentou cerca de 4%, enquanto “mensageiros instantâneos” (msn e cia) e emails tiveram uma queda de -3% e -0,6%, respectivamente.

O uso de internet em dispositivos móveis também teve um bom crescimento, e a tendência, segundo o estudo, é de que o acesso através desses dispositivos ultrapasse o acesso via desktop por volta de 2014.

O crescimento da audiência de internet no Brasil em 2010 foi alto: 20%, considerando que nos Estados Unidos, por exemplo, essa taxa não teve alterações significativas. O Brasil possui atualmente a maior população online da América Latina, com cerca de 40 milhões de usuários acima de 15 anos que acessam a internet de casa ou do trabalho. Se considerarmos as pessoas abaixo dessa idade e as que acessam a internet de lan houses e da casa de amigos, o “universo” chega a um número estimado de 77.3 milhões de pessoas, segundo a pesquisa. Outubro foi o mês mais movimentado na internet brasileira, em virtude do período eleitoral.

Brasil

Faixa Etária

No Brasil, 63% dos internautas tem de 15 a 35 anos, enquanto no resto do mundo a média de usuários na mesma faixa etária está entre 53%. Contudo, os grupos estão aparentemente se movendo, pois os números de 2010 indicam um crescimento no grupo de pessoas com 45 a 54 anos de idade acessando a internet, e uma diminuição no número de internautas de 15 a 24 anos (em relação a 2009), como pode ser verificado no gráfico abaixo.


Sexo

No que diz respeito ao sexo, os homens representam uma audiência um pouco maior em números que as mulheres, no entanto, elas costumam passar mais tempo online. Somando o total de cada sexo, o tempo gasto pelas mulheres na internet é maior; mas são as mulheres entre 35 a 54 anos que elevam essa média.

Já em relação ao tempo gasto assistindo vídeos online, os homens lideram em todas as faixas etárias.

Região

O sudeste é a região brasileira com mais pessoas conectadas, representando 68% da audiência online brasileira. Em segundo lugar, vem a região sul, com 13%, e em terceiro, a região nordeste, representando 11% dos internautas. As regiões centro-oeste e norte representam respectivamente 6% e 2% da população online brasileira.

Apesar de aparecer em terceiro lugar no número de internautas, a região nordeste é que passa mais tempo online: a média é de 26.3 horas mensais, contra 23.7 da região sudeste, e 25.9 da região sul.

Orkut X Facebook

O Orkut ainda é o site de rede social mais utilizado no Brasil (que é o seu principal mercado; 90% de sua audiência vem daqui), e mesmo tendo uma queda de -1% em audiência nas estatísticas globais, teve um crescimento de 28% no Brasil em 2010. Entretanto, é importante salientar que o Facebook cresceu incríveis 258% no Brasil em 2010 (globalmente, o Facebook cresceu 41%) (dados de dez/2010 comparados com dez/2009).

Apesar dos rumores que surgiram ontem (28/02/2011) de que o tráfego do Facebook tinha ultrapassado o Orkut no Brasil, esse boato foi desmentido tanto pelo Google quanto pela ComScore. O TecnoBlog publicou uma matéria com os dados mais recentes da ComScore (março/2011) que comprovam:

No total, a comScore contabilizou 85,9 bilhões de pageviews (páginas visitadas) gerados pelos internautas brasileiros com 15 anos ou mais durante o mês. O Orkut concentrou 21,5 bilhões de pageviews, o que representa uma queda de 21% se comparado com o mesmo período do ano anterior. O Facebook aparece bem distante, com 1,7 bilhão de pageviews. Parece pouco, mas a rede de Mark Zuckerberg teve crescimento de 371% no comparativo de março/2011 com março/2010.

Ou seja, o FaceBook continua crescendo assustadoramente no Brasil – o número já é maior do que o divulgado em dezembro de 2010. A tendência natural é a extinção do Orkut, e o estabelecimento do Facebook como líder no Brasil também.

O Twitter também está crescendo e apresenta um alcance muito grande no Brasil. Em outubro de 2010, por causa das eleições, estávamos no segundo lugar no ranking, ficando para trás apenas da Holanda. Os dados atuais revelam que estamos em terceiro lugar, com cerca de 94 milhões de usuários. Destes, 1 em cada 5 acessam o site mensalmente. (dados atuais obtidos no blog Pensando Grande)

Conclusões

É bastante óbvio que a internet está se espalhando cada vez mais no país; a internet como mídia está sendo cada vez mais explorada, e isso não deve ser encarado como um fim das mídias tradicionais. Em seu excelente livro “Blogs: cultura convergente e participativa”, Ricardo Oliveira fala sobre a convergência midiática que estamos vivenciando:

Mais do que apenas as novas possibilidades de confluência entre dispositivos, vivemos tempos nos quais novas e velhas mídias convergem através de pessoas que recebem e produzem informação de modo mais participativo

Não é uma coisa de momento: as mídias sociais vieram para ficar; as ferramentas podem mudar, pode surgir um novo Facebook ou um novo Twitter, mas a cultura das redes sociais na internet está estabelecida e já faz parte da rotina das pessoas. Cabe aos profissionais de marketing encontrar os melhores meios de explorar isso com a devida permissão do usuário, a fim de não ser um “intruso indesejado” em sua rede de amigos.

 

Compra Coletiva no Brasil: aventuras e desventuras

Tidos como a nova grande febre do momento, os sites de compra coletiva no Brasil já ultrapassam a marca dos Mil. Só de dezembro para fevereiro, o número cresceu vertiginosamente – 153% – chegando em fevereiro à marca de 1025 sites. Na mesma proporção, cresce o número de sites agregadores de ofertas. Os números são contabilizados pelo site Bolsa de Ofertas, que é um blog especializado no assunto.

O modelo da compra coletiva é baseado em uma ação de marketing que visa a compra por impulso. O usuário não tem muito tempo para decidir, pois as ofertas são válidas apenas por um período curto, determinado. Também impulsiona a coletividade, visto que para ser ativada uma oferta precisa ser comprada por um número X mínimo de pessoas – esse incentivo pode fazer com que o próprio usuário comprador indique a oferta para amigos, de maneira a ativá-la. Além disso, cada site tem seus próprios mecanismos para incentivar a divulgação – promoções nas redes sociais, bônus por indicação e outras técnicas.

O tipo de oferta mais comum nos sites de compra coletiva são serviços, principalmente nas áreas de gastronomia e estética. O público feminino, conhecido por realizar compras por impulso, é bem explorado (no bom sentido) nesse modelo de negócio. Eu diria até que a maioria das ofertas é destinada a nós mulheres – seja diretamente, na forma de ofertas para clínicas estéticas e tratamentos de beleza, ou indiretamente, na compra de cupons voltados para lazer com a família – barzinhos, hotéis e entradas para parques ou outros estabelecimentos de lazer.

As ofertas são uma boa estratégia de marketing para os estabelecimentos que trabalham com serviços, pois divulgam a marca e podem (dependendo da qualidade do serviço oferecido, é claro) gerar um vínculo com o consumidor, que voltará novamente pagando o preço normal do serviço, porque gostou e foi bem atendido.

Infelizmente, algumas empresas que participam destas promoções não estão preparadas para a proposta de marketing da compra coletiva. Já vi muitas pessoas reclamando dos serviços prestados através dos cupons promocionais, relatando que a empresa em questão a tratou com um certo preconceito, que não tiveram condições de atender à demanda ou simplesmente, de uma maneira geral, foram mal atendidos e não voltariam a consumir nada daquela empresa.

O objetivo da compra coletiva, para o usuário, é o preço baixo. O objetivo da compra coletiva para a empresa anunciante é o vínculo, a fidelidade do cliente, o buzz marketing. É por isso que o modelo funciona tão bem para serviços. Já para bens de consumo, a experiência pode não valer a pena, para os dois lados.

A compra de bens de consumo duráveis e não exclusivos (eletrônicos, eletrodomésticos por exemplo) é diferente, porque o que a Empresa A está fazendo é um repasse, ela não tem exclusividade, o produto é o mesmo que as empresas X e Y oferecem. O cliente vai comprar unicamente por causa do preço, e mesmo que seja muito bem atendido, esse atendimento não tem a “intimidade” que a prestação de serviços oferece.  Ou não possui a exclusividade do produto (para que o cliente goste tanto que volte a comprar depois). Numa próxima oportunidade, o cliente não terá inclinação de comprar novamente na empresa A caso ela não ofereça o preço mais barato. Já com relação aos serviços – que por mais que sejam “iguais” são sempre diferentes, afinal a Pizza do Zézinho não chega nem perto da Pizza Hut – o cliente poderá sim preferir o estabelecimento que ele já conheceu, dando-lhe prioridade mesmo que o preço seja mais elevado.

Além disso, esse tipo de produto geralmente não se tem em estoque em grande quantidade. De maneira que o prazo de entrega fica bastante comprometido, o que é negativo para o cliente.

É por isso que não é comum vermos bens duráveis em ofertas de compra coletiva. Após essas considerações, posso relatar minhas três experiências com compras coletivas até hoje. Uma positiva, uma neutra e uma negativa.

1. Primeira compra – experiência positiva

Minha primeira compra coletiva foi uma assinatura de 6 meses da revista Galileu, ofertada pelo Groupon. A meu ver, a assinatura de uma revista mescla produto e serviço.  A experiência foi 100% positiva, os exemplares começaram a chegar no mês seguinte, e a revista em si eu já conhecia e admirava bastante, sempre quis assinar. A oportunidade foi perfeita, e ao término dos seis meses, eu e muitas outras pessoas que compraram iremos renovar a assinatura pelo preço habitual, porque o serviço / produto oferecido foi muito apreciado e não vou mais querer ficar “sem ele”.

2. Segunda compra – experiência neutra

A segunda compra foi um procedimento estético, no ClickExclusivo. Não tenho do que reclamar, fui muitíssimo bem atendida, gostei bastante do tratamento (facial). O único porém é que não vi nenhum resultado, nada que eu não poderia conseguir em casa mesmo com meus produtinhos. Minha conclusão disso foi que não valeria pagar o preço integral neste estabelecimento, e se eu quiser fazer realmente esse tratamento de novo vou procurar uma clínica mais profissional.

3. Terceira compra – falta de profissionalismo, ou picaretagem?

Comprei, paguei e não levei, a minha sorte é que a transação realizada pelo PagSeguro possui um sistema de segurança em que podemos solicitar o dinheiro de volta até 14 dias depois da compra – eles não repassam o dinheiro para o vendedor antes desse prazo.

Esse site de compras coletivas – Família Eletro –  vende eletrodomésticos. Já era de se estranhar a princípio. Depois, com os valores envolvidos nas ofertas, era de se estranhar muito mais! Uma TV da Sony de 40 polegadas, LED, que nas lojas custa em torno de R$ 3.000,00 – por R$ 1.799,00.

O pior é que já existem centenas de reclamações sobre essa empresa nas interwebz, em sites como o “Reclame Aqui” (334 reclamações, e o número vem aumentando) e em comunidades do Orkut, em especial  na “Compras Coletivas Oficial” – da qual participei e acompanhei durante esse período. Pessoas que já compraram desde dezembro e até hoje não receberam seus produtos, muitos não sabiam o funcionamento do PagSeguro e não pediram o dinheiro de volta na disputa. É verdade que algumas pessoas receberam seus produtos (muito depois do prazo, mas receberam). Porém, alguns afirmam que é uma tática para que continuem comprando.

Só realizei a compra porque estava assegurada pelo PagSeguro, mas estava ciente de que poderia ser um golpe. Pois bem, ao abrir a disputa no PagSeguro para obter o dinheiro de volta, eles não demoraram em responder. 48h depois já estava à minha disposição o valor integral, e em resposta, um texto padrão que dizia que para evitar maiores transtornos eles estavam devolvendo o dinheiro das pessoas.

Então, fica o alerta: se a oferta for boa demais, desconfie! Afinal, dependendo do produto, eles não têm como ter em estoque, dessa maneira não é possível garantir um prazo de entrega. Se o pagamento for via PagSeguro, você tem uma segurança a mais. Até hoje não sabemos ao certo o que essa Família Eletro está querendo, pode ser apenas puro amadorismo e despreparo, mas o consumidor não perdoa: já existem processos sendo abertos, e a empresa não deve durar muito tempo ainda. Mas ao fim das contas, ainda poderão levar uma boa grana na jogada.

Trolls, trollface, trollagem: origens e curiosidades

Trolls: tão antigos quanto a própria humanidade. E não estou falando das criaturas monstruosas do folclore escandinavo. Estou falando dos queridos “arruaceiros” da internet, que animam nosso mundinho virtual.

A definição de Troll nas interwebs é essa: uma pessoa cujo comportamento tende sistematicamente a desestabilizar uma discussão, provocar e enfurecer as pessoas envolvidas nela. A contrário do que a maioria deve imaginar, o surgimento do termo “troll” não tem ligação nenhuma com a criatura de mesmo nome, e sim  com a expressão trolling for suckers (lançando a isca para os trouxas), surgido na Usenet, uma rede de grupos de discussão muito antiga, existente desde os primórdios da internet.

A internet é o ambiente perfeito para esse tipo de comportamento, por causa do anonimato que oferece. O porquê de agirem assim é alvo de estudos, porém não difere muito da “vida real”: necessidade de chamar atenção. O termo “Don’t feed the trolls” indica a melhor forma de combatê-los: não os alimente respondendo a provocações, pois é exatamente o que eles querem.

A origem da Trollface

Rape Rodent

Rape Rodent, o "pai" da trollface

A famosa Trollface(vide imagem no início do post), bastante disseminada pelas interwebs, foi criada por um usuário do DeviantArt chamado Whynne, em 19 de Setembro de 2008. Sua origem é bem curiosa: o carinha tentou reproduzir a expressão do “Rape Rodent”, um outro meme conhecido na época, para usar em um quadrinho tosco desenhado no Paint, que falava justamente sobre a idiotice do comportamento troll. Ele não tinha como imaginar que seu desenho tosquinho ia fazer tanto sucesso e se “estabelecer” como um meme tão conhecido. Hoje em dia, é bastante comum ver todo tipo de montagem usando a trollface, inclusive vídeos.

Nesse vídeo, colocaram a Trollface no cantor do Trololó, e o que já era muito engaçado ficou simplesmente hilário. Uma coisa a gente tem que admitir: povinho criativo esse que usa a internet né? Ou desocupado… hehehe

Empreendedorismo Web – criando projetos de sucesso parte 1

Empreender significa executar, realizar. E nesses tempos de convergência digital e novas tecnologias, o empreendedorismo saiu do espaço “físico” convencional e veio também para a internet, ganhando força com projetos dos mais variados tipos. É o novo segmento do empreendedorismo, que apesar de ter algumas características diferenciadas ocasionadas pela virtualidade da coisa, ainda assim exige do empreendedor características especiais como: criatividade, perseverança, proatividade, trabalho duro e um pouco de paciência.

Como vantagens que o meio virtual traz ao empreendedorismo, podemos citar:

  • A não necessidade de se ter um espaço físico para o negócio
  • A não necessidade de SER um negócio (venda de produtos e serviços) e ainda assim ganhar dinheiro
  • A não necessidade de se objetivar o lucro financeiro – o seu empreendimento web pode se transformar num trampolim para a sua carreira, o que, em muitos casos, é melhor do que dinheiro.

O seu projeto pode ter um dos seguintes objetivos (ou mais de um, com um foco principal): retorno financeiro direto (vendas), retorno financeiro indireto (através de publicidade), trocas em produtos (você recebe produtos das empresas para avaliar e fazer postagens sobre), ou marketing pessoal / visibilidade.

Blogs (como esse aqui) são uma excelente ferramenta de marketing pessoal, desde que tenham conteúdo de boa qualidade(produzido por você, não vale copiar e colar né) relacionado à sua área de atuação. Esse tipo de projeto visa um público alvo seleto, e a princípio não se pode visar retorno financeiro, pois o objetivo é mostrar o seu trabalho e contribuir para ter seu nome lembrado pelas pessoas, profissionais e empresas da sua área.

Não vou entrar aqui em detalhes sobre e-commerce, afinal não diferem muito de um comércio não-virtual. O objetivo é vender, por isso precisa-se buscar o púbico alvo certo e focar em ações de marketing.

Projetos que visam retorno financeiro através de publicidade – aí entramos onde quero chegar – são os mais visados por quem quer criar um blog, no entanto para que haja retorno real, é preciso uma quantidade significativa de visitas diárias. E no caso de blogs, por causa da enorme concorrência, você realmente precisa ralar e trabalhar duro para alcançar um bom número de visitantes. Não basta ter um bom conteúdo, você precisa ir atrás da sua audiência, interagir com o público, estar presente nas redes sociais, além de postar com boa frequência para que as pessoas não “esqueçam” de você e do seu blog.

Mas nem só de blogs vive a internet. Se você tem uma idéia inovadora, pode transformá-la em um projeto de muito sucesso, alcançando um retorno financeiro mais rapidamente – entretanto, para isso é necessário um investimento; um projeto inovador – de preferência com conteúdo gerado pelos próprios usuários – não sai de graça. E ainda existe o risco de não dar certo.

É por isso que nós, desenvolvedores web, levamos vantagem nesse aspecto – podemos desenvolver nossos próprios projetos, com pouco ou nenhum custo. A maioria dos projetos de sucesso da internet foram iniciadas por um desenvolvedor com uma idéia legal na cabeça, e que resolveu investir seu tempo naquilo – muitas vezes juntando forças com outros profissionais.

Mas é claro que a internet também está cheia de projetos que não deram certo. Eu mesma já desativei vários sites que não deram retorno de nenhum tipo. Por isso, mesmo para um desenvolvedor com a faca e o queijo na mão, é preciso planejamento, é preciso definir estratégias, pensar numa forma de divulgação – então entramos no aspecto empreendedor da coisa, e podemos perceber o quanto é importante ter um espírito empreendedor mesmo em projetos virtuais.

Como meus projetos de maior sucesso em retorno financeiro, posso citar o fotomontagens.net e o semfrescura.net, ambos com um público-alvo de massa – classes C e D, pessoas sem muita experiência na internet, usuários que acessam a internet com o objetivo de entretenimento.

Já o TweetAuditor, que hoje tem pouco mais de 1 semana no ar, ainda não chega a 1%  da quantidade de visitas do fotomontagens.net. Porém, é o meu projeto de maior retorno em termos de visibilidade e reconhecimento do meu trabalho, pois o público alvo é mais seleto, com mais pessoas do meu próprio meio. E apesar de ainda não ter uma grande quantidade de visitas, já tem mais visitas que o fotomontagens quando foi lançado, o que me dá uma boa previsão para o futuro. Mesmo assim, o público do TweetAuditor não é aquele que clica em anúncios com facilidade, por isso mesmo o retorno em publicidade pode não ser viável; desde o início eu sabia disso, e em nenhum momento tive a intenção de colocar anúncios.

No próximo post vocês vão conferir várias dicas, tanto para desenvolvedores quanto para blogueiros iniciantes, para iniciarem seus projetos e terem sucesso na empreitada.

Sim, é possível ganhar dinheiro com a internet

Muita gente ainda desconfia da internet como plataforma de trabalho, olhando “atravessado” quando a gente diz que ganha dinheiro com isso. Isso é compreensível, se pararmos para pensar o quanto a internet evoluiu. O mais impressionante é a velocidade com a qual isso vem acontecendo continuamente, desde que Tim Berners Lee criou a WEB propriamente dita em 1989.

Mas podemos dizer que um dos grandes marcos da WEB foi o surgimento do Google, que apareceu para revolucionar os mecanismos de busca e tornar a internet um lugar ainda mais rico e complexo. Afinal, hoje conseguimos encontrar de tudo na internet, e a ferramenta de busca do Google é líder incontestável nesse quesito – o que acabou por criar a máxima “Se o Google não acha, é porque não existe”.

Juntamente com o desenvolvimento rápido das novas tecnologias em internet, houve também o barateamento de computadores e links, fato esse que proporcionou uma disseminação cada vez maior da informação. Muito mais gente com acesso à internet, mais procura e mais demanda de conteúdo.

A partir daí, a internet passou a se tornar um meio essencial nas nossas vidas, e por isso não poderia deixar de ser uma plataforma de trabalho ideal. Com alcance global e infinitas possibilidades, todas as empresas hoje em dia precisam marcar sua presença online também – algumas, inclusive, existindo apenas virtualmente.
A publicidade online, então, cresceu com força total. E o que antes eram apenas alguns banners fixos ou rotativos caríssimos para o anunciante e muito difíceis de serem conseguidos pelos sites, se transformou numa mídia estável e acessível a todos – tanto para o anunciante, quanto para o veículo, que pode ser qualquer site ou blog.

Atualmente, existem cada vez mais programas de afiliados e de publicidade online disponíveis para qualquer um que queira ter anúncios no seu blog ou site. A instalação é muito simples, e os anúncios geralmente são bem segmentados, o que garante um direcionamento bem maior ao usuário final. Além disso, a grande maioria trabalha com pagamento por clique, o que torna o processo justo tanto para o anunciante, quanto para o veículo (site onde o anúncio é exibido).

Dos programas de rentabilização online existentes, o Google AdSense é sem dúvidas o mais garantido e bem estruturado, com maior cartela de clientes anunciantes. Por ter a credibilidade do Google, já existe um diferencial; qualquer um que tenha um site ou blog com conteúdo legal e não pornográfico pode ser um veículo de anúncios. Não importa o tamanho do seu site, ele poderá exibir anúncios de grandes empresas nacionais. O que vai fazer o diferencial é o tipo de conteúdo que você disponibiliza no seu site: é isso que vai definir quais anúncios serão exibidos.

Minha história com o AdSense

Qualquer pessoa pode exibir anúncios do AdSense; mas é claro que daí a ganhar dinheiro que realmente seja substancial, existe um grande passo. Porque cada clique gera um valor bem pequeno, dependendo do anunciante. Então, no começo, é sempre pouco, achamos que não vai dar em nada. Mas se o seu site ou blog possui conteúdo realmente relevante, vai atrair visitas. E com o passar do tempo, e a sua manutenção constante, vai gerar um retorno.

Comigo foi assim: começou com uma página específica do meu site, que falava sobre o filme “O Segredo”. Essa página tinha um anúncio, e começou a gerar muitas visitas. Aos pouquinhos, o meu AdSense começou a gerar cerca de 5 dólares por dia.

Como sempre fui uma pessoa de visão, pensando sempre um passo ou dois, e até três passos à frente, resolvi criar um site específico sobre o assunto. Fiz um subdomínio no meu próprio site, com um blog, e implementei algumas coisas a mais para gerar interatividade dos usuários. Daí toda a história começou. O site cresceu e se tornou a maior comunidade brasileira de pessoas que se interessam pela Lei da Atração. Procure por “O Segredo” no Google e você vai encontrar o “Além do Segredo“, numa das primeiras posições.

Porém, esse não foi o projeto que realmente me fez sair do emprego e “viver de AdSense”. Depois que vi as possibilidades, resolvi iniciar outros projetos, com ênfase em serviços gratuitos ligados ao entretenimento. Foi aí que surgiu o SemFrescura.net, inicialmente um blog de humor, que foi se transformando com o passar do tempo em uma rede de relacionamento com serviços de fotomontagens.

Em 2008, 1 ano depois, eu pude sair do emprego para me dedicar exclusivamente aos meus sites.

Fácil? De maneira alguma. Trabalhei muito, e ainda trabalho bastante, pois para dar dinheiro, um site com publicidade precisa ter uma quantidade considerável de visitas. Atualmente, o meu site com mais visitas é o Fotomontagens.net, com mais de 10.000 visitantes únicos diários. Isso gera um custo alto com servidor dedicado e dores de cabeça eventuais, pois caso aconteça algum problema e o site fique fora do ar, você estará perdendo dinheiro de verdade. E quem está acessando o site pela primeira vez, e o encontra fora do ar, não costuma voltar depois.

Entretanto, tenho a liberdade de trabalhar de casa (ou de qualquer lugar com internet), no horário em que preferir.

Ser programadora é uma vantagem, pois posso desenvolver meus sistemas personalizados, criar os projetos que me vier na cabeça, sem ter custos de produção. Mas quem tem blog, leva vantagem em cima de sites de relacionamento, pois quanto mais conteúdo relevante o seu site tiver, melhores serão os anunciantes, pagando mais por cada clique. A partir daí, precisa-se trabalhar bastante com a divulgação, usando redes sociais por exemplo.

O mais importante é ter conteúdo relevante, e paciência! Manter o site atualizado, adicionando sempre novidades e mais conteúdo. Quando mais conteúdo o seu site ou blog tiver, mais visitas ele terá, porque mais pessoas encontrarão algo de interesse nos mecanismos de buscas, linkando para o seu site.

Boa Sorte!