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Mídias Sociais – conceitos, poder da influência e estudo de caso do Índice TA

Como alguns de vocês já devem saber, recentemente me formei em Produção Publicitária pela Fatec PB. Para a conclusão do curso, foi necessária a produçaõ de um artigo científico, e para unir as minhas duas áreas de atuação (desenvolvimento web e mídias sociais) resolvi criar algo em cima do meu projeto TweetAuditor.

De início, o artigo falaria sobre monitoramento em mídias sociais, com foco no Twitter. Com o desenvolvimento do texto e os estudos que fui fazendo, resolvi tratar de algo mais específico: o poder da influência nas mídias sociais, e qual a melhor estratégia para medir o nível de influência de um usuário no Twitter.

Surgia então o Índice TA, uma classificação que busca indicar o poder de influência RECENTE de um usuário no Twitter, baseado em diferentes métricas, cada uma com um peso diferente. Caso ainda não conheçam, vale a pena experimentar: não precisa entrar com sua conta do Twitter, basta informar o nome do usuário e o cálculo será realizado. Tem também um widget (vide lateral direita aqui do meu site) que você pode colocar em blogs e sites. O link da ferramenta: http://tweetauditor.in/indice-ta

O artigo foi apresentado, e agora estou finalmente disponibilizando para download na íntegra. Nele vocês podem encontrar todas as referências e conceitos que eu utilizei para poder embasar o meu algoritmo que calcula o Índice TA. Além do estudo de caso em si, tem um conteúdo muito legal sobre a evolução da internet e o surgimento das mídias sociais, bem como conceitos básicos sobre essa área e como deve ser feito o planejamento para esta mídia.

Abaixo, o resumo do artigo, e logo depois o link dele no SlideShare.

Com a constante procura por formas mais interativas e eficazes de marketing, as mídias sociais surgem como ferramentas de elevado potencial e excelente retorno, desde que utilizadas com planejamento sistemático. O presente artigo tem por objetivo principal analisar o poder de influência de um usuário em mídias sociais, mais especificamente no twitter, e quais as métricas relevantes para mensuração de influência nessa plataforma. Para chegar-se a esta avaliação, serão discutidos aspectos essenciais para o desenvolvimento de qualquer campanha em mídias sociais, desde a compreensão sobre como este novo formato de comunicação surgiu e como ele se diferencia das mídias tradicionais, até o que deve ser levado em consideração para a elaboração de uma campanha eficaz em tais plataformas. Como resultado final, será demonstrado o algoritmo de um sistema de classificação eficaz do nível de influência de usuários do twitter, o ranking ta, que será utilizado na ferramenta TweetAuditor para medir a influência de um usuário.

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Os números da internet no Brasil – dados mais recentes da ComScore

Quem se interessa por mídias sociais e trabalha com isso direta ou indiretamente, precisa estar sempre atento às pesquisas mais recentes do uso de internet e redes sociais no Brasil e no mundo. Recentemente, a ComScore divulgou informações bem aprofundadas sobre o uso da internet no nosso país. Os dados são de dezembro/2010, em comparação com dezembro/2009. Vale a pena dar uma boa olhada nessas estatísticas!

Mundo Afora

No mundo inteiro, o tempo gasto em redes sociais aumentou cerca de 4%, enquanto “mensageiros instantâneos” (msn e cia) e emails tiveram uma queda de -3% e -0,6%, respectivamente.

O uso de internet em dispositivos móveis também teve um bom crescimento, e a tendência, segundo o estudo, é de que o acesso através desses dispositivos ultrapasse o acesso via desktop por volta de 2014.

O crescimento da audiência de internet no Brasil em 2010 foi alto: 20%, considerando que nos Estados Unidos, por exemplo, essa taxa não teve alterações significativas. O Brasil possui atualmente a maior população online da América Latina, com cerca de 40 milhões de usuários acima de 15 anos que acessam a internet de casa ou do trabalho. Se considerarmos as pessoas abaixo dessa idade e as que acessam a internet de lan houses e da casa de amigos, o “universo” chega a um número estimado de 77.3 milhões de pessoas, segundo a pesquisa. Outubro foi o mês mais movimentado na internet brasileira, em virtude do período eleitoral.

Brasil

Faixa Etária

No Brasil, 63% dos internautas tem de 15 a 35 anos, enquanto no resto do mundo a média de usuários na mesma faixa etária está entre 53%. Contudo, os grupos estão aparentemente se movendo, pois os números de 2010 indicam um crescimento no grupo de pessoas com 45 a 54 anos de idade acessando a internet, e uma diminuição no número de internautas de 15 a 24 anos (em relação a 2009), como pode ser verificado no gráfico abaixo.


Sexo

No que diz respeito ao sexo, os homens representam uma audiência um pouco maior em números que as mulheres, no entanto, elas costumam passar mais tempo online. Somando o total de cada sexo, o tempo gasto pelas mulheres na internet é maior; mas são as mulheres entre 35 a 54 anos que elevam essa média.

Já em relação ao tempo gasto assistindo vídeos online, os homens lideram em todas as faixas etárias.

Região

O sudeste é a região brasileira com mais pessoas conectadas, representando 68% da audiência online brasileira. Em segundo lugar, vem a região sul, com 13%, e em terceiro, a região nordeste, representando 11% dos internautas. As regiões centro-oeste e norte representam respectivamente 6% e 2% da população online brasileira.

Apesar de aparecer em terceiro lugar no número de internautas, a região nordeste é que passa mais tempo online: a média é de 26.3 horas mensais, contra 23.7 da região sudeste, e 25.9 da região sul.

Orkut X Facebook

O Orkut ainda é o site de rede social mais utilizado no Brasil (que é o seu principal mercado; 90% de sua audiência vem daqui), e mesmo tendo uma queda de -1% em audiência nas estatísticas globais, teve um crescimento de 28% no Brasil em 2010. Entretanto, é importante salientar que o Facebook cresceu incríveis 258% no Brasil em 2010 (globalmente, o Facebook cresceu 41%) (dados de dez/2010 comparados com dez/2009).

Apesar dos rumores que surgiram ontem (28/02/2011) de que o tráfego do Facebook tinha ultrapassado o Orkut no Brasil, esse boato foi desmentido tanto pelo Google quanto pela ComScore. O TecnoBlog publicou uma matéria com os dados mais recentes da ComScore (março/2011) que comprovam:

No total, a comScore contabilizou 85,9 bilhões de pageviews (páginas visitadas) gerados pelos internautas brasileiros com 15 anos ou mais durante o mês. O Orkut concentrou 21,5 bilhões de pageviews, o que representa uma queda de 21% se comparado com o mesmo período do ano anterior. O Facebook aparece bem distante, com 1,7 bilhão de pageviews. Parece pouco, mas a rede de Mark Zuckerberg teve crescimento de 371% no comparativo de março/2011 com março/2010.

Ou seja, o FaceBook continua crescendo assustadoramente no Brasil – o número já é maior do que o divulgado em dezembro de 2010. A tendência natural é a extinção do Orkut, e o estabelecimento do Facebook como líder no Brasil também.

O Twitter também está crescendo e apresenta um alcance muito grande no Brasil. Em outubro de 2010, por causa das eleições, estávamos no segundo lugar no ranking, ficando para trás apenas da Holanda. Os dados atuais revelam que estamos em terceiro lugar, com cerca de 94 milhões de usuários. Destes, 1 em cada 5 acessam o site mensalmente. (dados atuais obtidos no blog Pensando Grande)

Conclusões

É bastante óbvio que a internet está se espalhando cada vez mais no país; a internet como mídia está sendo cada vez mais explorada, e isso não deve ser encarado como um fim das mídias tradicionais. Em seu excelente livro “Blogs: cultura convergente e participativa”, Ricardo Oliveira fala sobre a convergência midiática que estamos vivenciando:

Mais do que apenas as novas possibilidades de confluência entre dispositivos, vivemos tempos nos quais novas e velhas mídias convergem através de pessoas que recebem e produzem informação de modo mais participativo

Não é uma coisa de momento: as mídias sociais vieram para ficar; as ferramentas podem mudar, pode surgir um novo Facebook ou um novo Twitter, mas a cultura das redes sociais na internet está estabelecida e já faz parte da rotina das pessoas. Cabe aos profissionais de marketing encontrar os melhores meios de explorar isso com a devida permissão do usuário, a fim de não ser um “intruso indesejado” em sua rede de amigos.

 

O que você precisa saber sobre Mídias Sociais para entendê-las e usá-las a seu favor

Esta foi uma palestra que dei na Fatec JP no dia 14/04/2011, a convite do professor Bruno Moreno. Aqui estão os slides para quem se interessar! O conteúdo está bem legal, começa falando sobre a evolução da internet e tem muitos dados de pesquisas recentes sobre internet e uso de redes sociais no Brasil. Vale a pena dar uma conferida!

Comunicação digital corporativa – resumo das palestras do I EComDigPB

Na última quinta-feira, dia 24 de fevereiro de 2011, aconteceu o I Encontro de Comunicação Digital da Paraíba. O evento trouxe para João Pessoa os palestrantes Cláudio Torres e Danila Dourado, nomes influentes no cenário brasileiro de marketing digital.

Neste post, vocês terão um resumo geral sobre o que foi tratado no encontro, sobre o que julguei mais relevante, e comentários adicionais meus a respeito dos conceitos abordados.

Gestão da Comunicação nas Mídias Sociais
palestra de Danila Dourado

redes sociais são pessoas interagindo segundo um padrão de organização distribuída

Para iniciar a palestra, a Danila Dourado esclareceu um ponto bastante importante: “redes sociais são pessoas interagindo segundo um padrão de organização distribuída”, ou seja, uma organização não hierárquica. As redes sociais, no tocante ao seu conceito, existem desde os primórdios do agrupamento social humano.

Estamos habituados a chamar de redes sociais os sites que colocam em prática esse conceito, mas temos de lembrar que redes sociais pré-existem à internet. Daí surge a importância da sociologia e antropologia ao lidarmos com o estudo desses sistemas, que levam para o virtual o mesmo conceito de relacionamento do “mundo real”.

Chegamos então ao foco da palestra, que foi sobre mercado, empresas.

Os mercados são conversações, por isso exigem relacionamento. As mídias sociais chegam para abrir um canal a mais de relacionamento com o consumidor, e esse relacionamento precisa ser levado a sério – não adianta criar perfis em redes sociais pra anunciar produtos, sem se relacionar com as pessoas, sem responder suas perguntas ou resolver seus problemas.

Problemas surgirão, reclamações serão recebidas, mas é para isso que você está lá, para ouvir e tentar solucionar os problemas dos seus clientes, de maneira que a sua marca seja para ele confiável e digna da sua fidelidade. Uma empresa que transmite credibilidade não é aquela que não tem problemas, e sim aquela que consegue resolvê-los.

Danila citou o caso recente da Brastemp, que foi bastante exposta nas mídias sociais por causa de um cliente mal atendido. O cliente teve seu caso resolvido em pouco tempo após expô-lo na internet, mas o estrago já estava feito. Agora, a Brastemp corre atrás do prejuízo, demitindo a empresa que era responsável pelo SAC e especializando a sua equipe para atender diretamente seus consumidores.

Segundo Danila, este é o roteiro para uma ação bem sucedida nas mídias sociais:

1. Verificar a reputação da marca

Esse é o primeiro passo, essencial para determinar seus objetivos, que tipo de ação deverá ser feita.

2. Identificar o público alvo

O público alvo deve ser muito bem estudado. Quais as suas necessidades, os canais de comunicação preferidos desse público, os tipos de mídia que eles usam e o que fazem nas redes sociais.

Resumindo: Quem? Aonde? Como?

3. Analisar a concorrência

Você deve verificar como estão seus concorrentes na internet – posicionamento, reputação, se produzem conteúdo, que tipo de ação estão realizando, o volume de sua audiência.

A partir desse estudo, poderá analisar o que deu certo e o que você pode fazer melhor para se destacar.

4. Definir Objetivos

Não adianta criar perfis em redes sociais sem ter objetivos em mente. Os objetivos vão depender muito do primeiro passo, que é a verificação da sua reputação online. A partir dessa definição é que você saberá o que precisa atingir.

5. Criar Estratégias

Existem diversas maneiras de se trabalhar nas mídias sociais, por isso você deve montar uma estratégia detalhada de ações que serão realizadas. É claro que inovação sempre ajuda, por isso, Danila deu exemplos de estratégias / tecnologias que podem ser adotadas para suas ações:

  • Seeding
  • Geolocalização
  • Branded Content
  • Realidade Aumentada

6. Selecionar ambientes online

A partir das definição de estratégias e público alvo, você deverá determinar quais as redes sociais que deve utilizar. Jamais crie um monte de perfis em todas as redes que encontrar, pois será impossível mantê-los todos atualizados a contento! Esteja onde seu público está, e onde suas ações darão mais resultado dependendo dos seus objetivos e estratégias.

7. Produção de conteúdo relevante + interação

Não adianta criar perfis e manter uma via única de comunicação, só falando dos seus produtos. Ninguém quer isso. As pessoas querem interação, e querem conteúdo relevante, pois a internet está cheia de conteúdo – mas apenas uma parte desse conteúdo realmente vale a pena. Para saber o que é relevante, entenda o seu público, assim poderá mapear os assuntos de importância para ele.

Ferramentas indicadas (Twitter)

Para finalizar, aqui está a lista de ferramentas que a Danila indicou para conhecer melhor seu público do Twitter

Só faltou mesmo ela indicar o TweetAuditor, provavelmente ela não conhece nossa ferramenta, mas tenho certeza de que iria gostar bastante.

Os slides da palestra de Danila Dourado estão disponíveis aqui: http://bit.ly/fNL1j1

Comunicação Empresarial e as Mídias Sociais
palestra de Cláudio Torres

Vivemos numa época onde a atenção é o bem mais escasso do planeta

Cláudio Torres iniciou sua palestra mostrando número muito impressionantes sobre o crescimento dos sites de redes sociais no Brasil, no último ano. O Orkut continua crescendo, mas já não é o que mais cresce: apenas 30%, contra os incríveis 478% do Facebook. O Twitter cresceu 86%.

O usuário não entra na internet para comprar. A compra é uma consequência, mas não é o foco principal.

As 3 necessidades do internauta são: 1-Informação, 2-Entretenimento, 3-Relacionamento .

As empresas estão divididadas entre dois grupos: ansiosos, e conservadores. Os ansiosos criam logo perfis em cada nova rede social, porque leram em uma revista que aquela seria a rede social do momento. Mas não possuem nenhuma estratégia, nenhum objetivo claro, apenas querem estar na moda.

Os conservadores não criam nada, porque acham que pode não dar certo. Que as pessoas podem denegrir a imagem da empresa de alguma maneira, ou que as redes sociais na internet não são “coisas sérias”.

Os ansiosos precisam entender que uma ação sem objetivos pode gerar problemas inesperados, pois quando fazemos um planejamento e temos estratégias definidas, também estamos nos preparando para possíveis problemas. E além disso, as pessoas querem um relacionamento de qualidade, querem interagir, o que não vai acontecer se você criar um perfil para a empresa e só acessar esporadicamente, para anunciar seus produtos. Esse tipo de ação é pior do que a não ação.

Os conservadores precisam entender que as redes sociais na internet não são uma coisa de momento, um modismo, uma nova tecnologia. Elas definem uma mudança no comportamento geral das pessoas, o que leva a todo um reposicionamento da sociedade, o impacto é grande e, na minha opinião pessoal, irreversível.

A frase mais importante da noite toda para mim foi esta: “Vivemos numa época onde a atenção é o bem mais escasso do planeta”.

De fato, é cada vez mais difícil ter atenção das pessoas, principalmente na internet. O excesso de conteúdo leva à superficialidade. Isso é um tema bem estudado pelo sociólogo Zygmunt Bauman em livros como “Amor Líquido” e “Modernidade Líquida”, este último que já foi tema de uma produção minha para a faculdade, um curta de 1 minuto que vocês podem assistir nesse link – Modernidade Líquida (produção caseira ok gente!).

Cláudio Torres indica os passos essenciais para uma estratégia de sucesso em mídias sociais:

  1. Assuma um compromisso
  2. Conheça seu cliente
  3. Entenda suas necessidades
  4. Ouça atentamente

Ele citou cases muito interessantes como o da OMO, que moldou toda a sua comunicação voltando-a para seu público principal – mulheres com filhos pequenos.

Outro case legal foi o da BestBuy, que começou a utilizar as redes sociais para comunicação interna e treinamento de funcionários, e também para tirar dúvidas de clientes, como é o caso do perfil http://twitter.com/twelpforce.

Infelizmente, os slides do Cláudio Torres não foram disponibilizados online.

Enfim, o evento foi ótimo, as palestras foram bastante produtivas, e ao final, o público pôde fazer perguntas aos palestrantes, com a mediação do amigo Ricardo Oliveira. Pra quem não foi, fica a dica de não perder a próxima edição!